Vendas eletrônicas avançam, apesar da recessão

Esse desempenho se deve à difusão do uso da internet, principalmente com o maior uso de aparelhos celulares

O Estado de S.Paulo

15 de março de 2017 | 03h00

A profunda recessão em que o País mergulhou nos dois últimos anos não interrompeu o crescimento das vendas eletrônicas (e-commerce). Esse desempenho se deve à difusão do uso da internet, principalmente com o maior uso de aparelhos celulares (smartphones). Em 2015, de acordo com o Sebrae, 39,1 milhões de consumidores realizaram compras virtuais no mercado brasileiro, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. O total dos pedidos chegou a 106,2 milhões. O crescimento foi menor em 2016, mas, mesmo com o aumento do desemprego e a redução da massa salarial, o e-commerce cresceu 7,1%, enquanto as vendas no varejo em geral caíram 4,5%, segundo a pesquisa da Mastercard Advisors.

Trata-se de uma tendência irreversível, esperando-se que, com a progressiva recuperação da economia em 2017, as transações via internet venham a ter avanço mais substancial. Para os usuários da internet, obedecidas as recomendações dos órgãos de defesa do consumidor, as compras virtuais, além de poupar tempo, permitem comparação de preços entre produtos oferecidos por pontos de vendas diversos, o que resulta em menores gastos ou melhores condições de pagamento. Além disso, como é notório, os mais jovens mostram decidida preferência por transações pela internet.

As grandes empresas varejistas nos últimos anos vêm-se adaptando cada vez mais ao e-commerce, utilizando novos instrumentos de marketing, oferecendo mais suporte aos clientes nas transações efetuadas e acompanhamento no pós-vendas. O aspecto mais importante a salientar, em uma fase de desemprego recorde como a que o País atravessa, é que o comércio eletrônico oferece novas oportunidades a pequenos empreendedores, geralmente pessoas que têm experiência nas diversas áreas em que atuaram no mercado tradicional.

Seja aparelhando-se tecnicamente para operar no e-commerce, seja utilizando serviços prestados por sites específicos para vendas a terceiros, muitos pequenos empreendedores têm podido expor e comercializar seus produtos. Não há números precisos, mas basta uma pesquisa na internet para verificar que grande número de microempreendedores individuais (MEI) tem optado por essa ferramenta.

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