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Vendas em alta depende de juros menores, destaca Firjan

A continuidade da tendência de alta de vendas na indústria fluminense dependerá da queda dos juros, que cria um ambiente favorável aos negócios, na avaliação da chefe da Assessoria de Pesquisas Econômicas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Luciana de Sá. Hoje, a federação anunciou alta de 31,9% nas vendas da indústria do Rio em março ante fevereiro, e elevação de 4,6%, na mesma comparação, na série livre de influências sazonais.Em março, foram destaque as altas nas vendas dos setores Material Elétrico (+164,86%), Vestuário e Calçados (+70,44%), Têxtil (+49,02%) e Minerais não Metálicos (+44,63%), ante fevereiro. A economista observou que uma das melhores notícias, da pesquisa sobre indicadores industriais do mês passado, foi a alta de 1,93% no pessoal ocupado na indústria do estado, em março ante fevereiro.Foi a segunda elevação consecutiva neste tipo de comparação, e maior alta mensal da série histórica do segmento, iniciada em janeiro de 92. "Tal comportamento projeta a melhora do quadro econômico. Ninguém contrata sem perspectiva de crescimento", comentou Luciana. Para a economista, o quadro geral da pesquisa revela a retomada do crescimento, "mas sem grandes explosões". "O poder de compra ainda está muito reprimido, mas as perspectivas são boas", afirmou. Salário mínimoDe acordo com comunicado, a Firjan considera que "a fixação do salário mínimo em R$ 260,00 evidenciou a prioridade do governo com relação aos resultados fiscais, em particular no INSS". A federação considerou a decisão "louvável, uma vez que é fundamental resistir às pressões por aumentos de gastos sem respaldo orçamentário". A Firjan considera ser importante lembrar que o controle das contas públicas é uma condição determinante para construir uma tendência "de queda consistente das taxas de juros e para o crescimento sustentado".

Agencia Estado,

29 de abril de 2004 | 17h22

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