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Vendas em shoppings crescem 13% no Natal, no melhor resultado da década

Depois de um ano excepcional, shoppings preparam novo ciclo de expansão, com R$ 6,3 bilhões em investimentos até meados de 2013

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2010 | 00h00

Depois do melhor Natal da década e de um ano excepcional de vendas, o setor de shopping centers se prepara para dar um salto. Serão investidos R$ 6,331 bilhões até meados de 2013 para erguer 124 novos empreendimentos no País. Nos próximos dois anos e meio, a meta é inaugurar mais de 40 shoppings por ano, o dobro da média registrada desde 2005. E grande parte dos novos shoppings será localizada em cidades do interior.

"Vamos ter um novo boom na indústria de shoppings", afirmou ontem o presidente da Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, comemorando o resultado de vendas do Natal, com base numa pesquisa feita com 150 empresas de varejo, que reúnem 6,3 mil lojas espalhadas pelo País.

A pesquisa aponta que o faturamento dos shoppings neste Natal cresceu 13% em relação à mesma data de 2009 e superou a expectativa inicial, que era de um acréscimo de 10%. O valor médio das compras também foi bem maior: variou entre R$ 80 e R$ 120 neste Natal, ante R$ 70 e R$ 110 no do ano passado. Os segmentos do varejo que tiveram os maiores acréscimos de vendas foram os de óculos, bijuterias e acessórios (18%), seguido pelo de perfumaria e cosméticos (17%), e eletrônicos e eletrodomésticos (17%).

O ano dos shoppings termina com alta de 12% de vendas. "2010 foi extraordinário para os lojistas de shoppings", disse Sahyoun. Ele apontou o crescimento da renda, a redução de preços por causa do câmbio e o maior volume de importados, oferta abundante de crédito e ascensão das classes de menor renda como pilares do crescimento.

Os 744 shoppings em funcionamento no País venderam neste ano R$ 99,35 bilhões, mais de 15% do varejo brasileiro, sem computar a receita dos setores automotivo, de material de construção e de combustíveis. Para 2011, a expectativa dos shoppings é atingir vendas de R$ 110 bilhões e crescer 10%, mais que o dobro da alta esperada para o PIB, de 4,5%, para 2011.

Segundo Sahyoun, as recentes medidas do governo para tirar o impulso do consumo, aumentando os depósitos compulsórios do bancos, não afetaram o Natal e terão impacto no varejo a partir de meados de janeiro.

Mesmo assim, Sahyoun acredita que os motores que puxaram o consumo neste ano estarão ligados em ritmo acelerado em 2011. Tanto é que ele acredita num maior aproveitamento dos trabalhadores temporários. Neste ano foram contratados 130 mil pessoas, 13% a mais que no Natal de 2009. "Normalmente são efetivados 25%. Mas no ano que vem, por causa dos novos shoppings, a efetivação pode chegar a 30%", previu.

Comida. Não só os lojistas de shoppings fizeram as festa neste Natal. No Mercado Municipal de São Paulo, que reúne 290 permissionários, as vendas de alimentos aumentaram entre 25% e 30% na comparação com o de 2009. "O resultado foi surpreendente porque o público foi praticamente o mesmo. As pessoas é que gastaram mais", afirmou Manuel Dias Filho, presidente da Associação dos Permissionários.

O aumento das vendas ocorreu mesmo com alta de alguns preços e até a estabilidade de outros, caso do bacalhau. Rogério Pécora, dono do Imperador do Bacalhau, contou que os preços da castanha do Pará e de caju aumentaram entre 20% e 30% neste Natal porque os chineses começaram a importar o produto.

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