Vendas em supermercados despencam na Argentina

A recessão, que dura mais de três anos e meio ? a mais longa da História da Argentina ? e o corralito (denominação popular ao semi-congelamento de depósitos bancários), está paralisando as atividades do setor imobiliário, enquanto que causa uma drástica queda nas vendas dos supermercados. No mês de janeiro, segundo a Câmara Imobiliária Argentina (CIA), somente foi realizada a venda de um único imóvel em toda a cidade de Buenos Aires, a capital do país. Segundo a CIA, além da recessão e do corralito, as operações de compra ou venda estão paralisadas porque ninguém sabe qual poderá ser a cotação do dólar, que a partir da semanaque vem flutuará livremente.A Câmara opõe-se à medida do governo do presidente Eduardo Duhalde que permite que os prazos fixos confiscados possam ser utilizados em parte para a compra de imóveis. No entanto, esta operação seria feita deforma virtual, já que nenhuma das partes veria o dinheiro em espécie, pois permaneceria dentro do sistema bancário. Os empresários reunidos na CIA argumentam que os prazos fixos poderiam sofrer uma desvalorização de até 55% de seu valor original.Os supermercados também estão sendo duramente atingidas pela crise. A vendas em janeiro despencaram 12% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esta queda é quatro vezes maior do que a queda em todo o ano passado. Além disso, segundo a consultora AC Nielsen, este janeiro foio pior mês em vendas nos últimos cinco anos.Segundo a AC Nielsen, os armazéns, ainda com uma forte presença no país, estão avançando sobre o território dos supermercados. Uma de suas vantagens é que os clientes costumam ser vizinhos do armazém, aceitam o fiado das compras, que podem ser pagas no fim do mês. Além disso, opequeno comércio é mais flexível que os supermercados para aceitar o pagamento das mercadorias em bônus patacones ou lecops.No entanto, apesar da queda nas vendas o setor, através da Câmara Argentina de Supermercados (CAS) anunciou que por causa da desvalorização do peso, é iminente o aumento de preços dos produtos.Os aumentos já começaram em janeiro. No mês passado o preço dos limões aumentou 45%; do frango, 12,4%; a farinha de trigo, 11,8%, enquanto que o açúcar subiu 6,7%. O preço das frutas aumentou em média 8,6%, o óleo de cozinha subiu 8%. Os preços dos medicamentos também dispararam, chegando em média, a 30%.SchwarzeneggerEle interpretou inúmeros personagens que, sem temor, podiam enfrentar um destacamento soviético completo até um irascível monstro do espaço sideral. Mas a dimensão da crise argentina foi demais para o ator austro-americano Arnold Schwarzenegger, que declarou-se impressionado com o caos que impera neste país.Durante uma entrevista do programa ?Siempre Listos? (?Sempre prontos?) do Canal 13, de Buenos Aires, o ator deixou de lado o anúncio de seu novo filme e comentou inesperadamente: ?aah?Argentina, país confuso, não? É ali que toda hora vocês mudam de presidente??. Com a confirmação constrangida do entrevistador e depois de perguntar se já havia um outro novo presidente, em relação aos quatro homens que passaram pela Casa Rosada desde a renúncia de Fernando De la Rúa a meados de dezembro, Schwarzengger emendou: ?ali, quando um presidente vai tomar posse, em seu discurso já anuncia que está ali vindo o próximo para ocupar o cargo?.Leia o especial

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