DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Vendas em supermercados paulistas devem ficar estáveis em 2015

Associação Paulista de Supermercados prevê estabilidade na receita em 2015 ante 2014 já descontada a inflação local

Dayanne Sousa, O Estado de S. Paulo

04 Maio 2015 | 16h00

SÃO PAULO - O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Fernando Yamada, informou nesta segunda-feira, 4, que a entidade deverá revisar para baixo a expectativa para o crescimento das vendas do setor supermercadista em 2015. Yamada, que participou de uma feira do setor supermercadista paulista, afirmou que Abras agora trabalha com um cenário de 1% de crescimento real ante projeção anterior de 2% de alta.

Já a Associação Paulista de Supermercados (Apas) prevê um cenário pior para as vendas no Estado de São Paulo. A projeção é de crescimento real nulo, ou seja, estabilidade na receita em 2015 ante 2014 já descontada a inflação local, medida pelo Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Apas e Fipe. O economista da Apas, Rodrigo Mariano, estima um IPS de 8,5% no acumulado de 2015.

Apesar do cenário para as vendas, a Apas ainda acredita em crescimento do número de lojas no Estado. Segundo Mariano, a expansão está concentrada em algumas companhias e em alguns formatos de loja. Ainda são inauguradas lojas novas no atacado de autosserviço (também conhecido como "atacarejo") e no segmento de minimercados, formatos que estão nos planos tanto do Carrefour e quanto do Grupo Pão de Açúcar. "Mas são investimentos que já haviam sido planejados com antecedência por esses grandes grupos", diz Mariano. "Quem está tentando planejar agora, tem mais dificuldades", completa.

O aumento das lojas, ainda que menor do que o visto em anos anteriores, leva a um crescimento na oferta de vagas de emprego no setor. Mariano afirmou que a expectativa é que o setor em São Paulo chegue a 525 mil colaboradores, alta de 1,2% na comparação com o patamar de dezembro de 2014. O economista da Apas ressalta, porém, que o ritmo de criação de novos empregos é menor do que em anos anteriores. Entre 2013 e 2014, por exemplo, houve aumento de 3,7% no total de colaboradores do setor.

Desaceleração. Apesar dos líderes Carrefour e Grupo Pão de Açúcar manterem investimentos, associações temem que a menor disponibilidade de financiamento este ano afete a capacidade de investimentos das redes médias. O presidente da Abras, Fernando Yamada, considera que há menor oferta de crédito para construção de novas lojas ao mesmo tempo em que a alta de juros dificultou o acesso de empresas ao financiamento. 

Yamada ainda considera que as redes médias têm maior dependência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, portanto, têm sido afetadas pelo processo de redução e reorganização dos investimentos do banco público. Segundo ele, o setor tem feito reuniões para pedir mais aportes no comércio.

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