Vendas industriais crescem 1,61% em julho, diz CNI

As vendas reais na indústria cresceram 1,61% em julho, em comparação a junho, informou hoje a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, a taxa, calculada sem as influências sazonais do período, mostra o segundo crescimento mensal consecutivo. As horas trabalhadas na produção, no entanto, registraram um pequeno recuo quando descontados os fatores sazonais. No caso do emprego e dos salários reais, os resultados de julho mostraram relativa estabilidade. Segundo análise da Unidade de Política Econômica da CNI, responsável pelos Indicadores Industriais, a comparação com o mesmo mês do ano anterior passou a mostrar resultados mais favoráveis. Entretanto, as variações acumuladas nos primeiros sete meses do ano, em comparação com igual período de 2001, foram, em geral, negativas. As vendas reais, por exemplo, caíram 1,34%. O nível de pessoal empregado recuou 0,7% e o total de salários líquidos reais pagos também caiu 0,64%. O número de horas trabalhadas na produção, de acordo ainda com a CNI, foi a única variável a mostrar crescimento de 0,76% nessa comparação. "A indústria de transformação iniciou o segundo semestre sem tendência clara", afirma a entidade. Segundo os economistas da CNI, na ausência de fatos novos que promovam uma reversão de expectativas favorável, o crescimento na margem deve manter-se oscilando em torno de um patamar reduzido. Para a entidade, o segundo semestre deste ano deve ser melhor que o do ano passado, tendo em vista a atividade industrial, que não está mais sujeita ao racionamento de energia elétrica.

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