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Vendas melhoram e inadimplência cai

O comércio teve um movimento melhor na primeira quinzena de novembro, com desempenho positivo nas vendas a prazo e à vista, além de registrar queda na inadimplência. As consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) tiveram crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em outubro, após o aumento de recolhimento dos compulsórios dos bancos e a puxada dos juros, o crediário fechou o mês com queda de 1,6% ante outubro de 2001."Foi um crescimento modesto, mas mostrou uma ligeira recuperação", disse o economista Emílio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Esta recuperação foi vista como resultado de um esforço promocional do varejo. Na comparação com outubro, o índice teve queda de 4,8%. Mas descontando o fato de que a primeira quinzena de novembro teve um dia útil a menos, o SCPC, pela média diária, empatou com outubro.O Usecheque, indicador das vendas à vista e de bens de menor valor, teve aumento de 4,6% na comparação com novembro de 2001. Pela média diária apresentou pequeno crescimento ante outubro.A inadimplência, até o dia 15, teve queda de 12,1% em relação a idêntico período em 2001 e o acerto de débitos em atraso superior a 30 dias aumentou 4,1% na mesma comparação. "Embora estes números sejam parciais, continuam confirmando que o consumidor está mais cauteloso e pagando dívidas atrasadas com o dinheiro da correção do FGTS", observou Alfieri.A expectativa do comércio é com o resultado da reunião do Copom. A previsão do presidente da ACSP é de um pequeno crescimento de vendas para o fim do ano, desde que não haja uma nova alta da Selic. "Se o juro subir, a previsão será prejudicada, com encurtamento dos prazos no crediário e redução das vendas."Pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo apontou em outubro um aumento de 12,58% no faturamento do varejo. Os três segmentos que puxaram a alta do índice foram os supermercados, com alta de 34,19% em relação a outubro passado, vestuário, com variação de 29,44% e tecidos, com 14, 08%. A maior parte dos outros segmentos teve queda. Para o economista Fábio Pina, da Federação do Comércio, o aumento dos preços em outubro, principalmente de alguns alimentos, influiu no resultado do faturamento. A Associação Paulista dos Supermercados (Apas) discorda. "Estes números são muito diferentes do levantamento do setor. Estamos tendo um empate de vendas", diz o presidente da Apas, Sussumu Honda.

Agencia Estado,

19 de novembro de 2002 | 08h47

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