Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Vendas no setor de serviços têm queda anual de 3,5% em agosto

Com o resultado de agosto, o volume de serviços prestados acumula queda de 2,1% no ano, segundo o IBGE

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

15 Outubro 2015 | 10h13

RIO - O volume de serviços prestados recuou 3,5% em agosto de 2015 ante igual mês de 2014, já descontados os efeitos da inflação, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do pior resultado para o mês desde o início da série, em janeiro de 2012. Em julho ante julho de 2014, a redução havia sido mais intensa, de 4,2%.

Esta é a primeira vez que o órgão divulga índices de volume no âmbito da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Até o mês passado, o IBGE anunciava apenas os dados da receita bruta nominal, sem tirar a influência dos preços sobre o resultado. Por esse indicador, que continua a ser divulgado, a receita nominal avançou 1,0% em agosto deste ano ante igual mês de 2014.

Com o resultado de agosto, o volume de serviços prestados acumula queda de 2,1% no ano. Já em 12 meses, o recuo de 1,1% é o maior já verificado em toda a série histórica. 

A série da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foi iniciada em janeiro de 2012. Ainda não há dados com ajuste sazonal (que permitem a análise do mês contra o mês imediatamente anterior), pois, segundo o IBGE, a dessazonalização requer a existência de uma série histórica de aproximadamente quatro anos. 

Regiões. O setor de serviços encolheu em 21 das 27 Unidades da Federação em agosto ante igual mês do ano passado. Em São Paulo, a retração foi de 4% no período, maior do que a média nacional, que foi de recuo real de 3,5%.

As quedas mais significativas no volume de serviços prestados em agosto ante igual mês de 2014 foram observadas no Amapá (-14,2%), no Maranhão (-12,2%), no Sergipe (-7,8%) e na Bahia (-7,5%). Todos os dados descontam a influência dos preços.

Das 21 regiões que ficaram no vermelho, sete tiveram recuo menos intenso do que a média nacional, entre elas o Rio de Janeiro, com perda real de 2,2% no período.

Entre os avanços, lideraram Rondônia (9,6%), Roraima (5,7%), Mato Grosso (3,8%) e Mato Grosso do Sul (3,3%), apontou o IBGE. 

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