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Vendas no varejo crescem 9,9%

Para o IBGE, aumento da renda e crédito farto garantiram o resultado, que já chega perto do recorde

Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

19 de outubro de 2007 | 00h00

Embaladas pela continuidade do crédito farto e do aumento da renda, as vendas do comércio varejista voltaram a ter ótimo resultado em agosto, com crescimento de 0,7% ante julho - o oitavo crescimento seguido nessa base de comparação - e de 9,9% ante agosto de 2006.Para Nilo Lopes, técnico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável pelos dados, os números mostram uma aceleração no ritmo de expansão do setor e refletem a conjuntura econômica favorável, especialmente o aumento da renda, do crédito e do emprego.''''Tudo isso contribui para manter as vendas em ritmo acelerado'''', disse. Ele lembrou que os dados de agosto, na comparação com agosto de 2006, foram influenciados pelo Dia dos Pais, que este ano foi melhor.Segundo Emerson Kapaz, consultor estratégico do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os maiores varejistas do País, o crescimento das vendas neste ano deverá ser recorde, de pelo menos 10%. ''''O setor vai conseguir, mais uma vez, enfrentar o desafio de crescer o dobro da indústria''''.De janeiro a agosto, o varejo apresenta evolução de 9,7%, ante 5,3% da produção da indústria. Se confirmada, a taxa de 10% estimada por Kapaz vai superar a de 2005 (4,8%), de 2006 (6,2%) e de 2004 ( 9,2%).Para o consultor, o aumento da renda e do crédito tem sido o principal motor do comércio, mas o câmbio também tem tido efeito importante. ''''A contribuição dos importados tem sido importante porque está equilibrando preços e permite um complemento para o suprimento da demanda'''', observou.PREÇOSEm agosto, os preços tiveram forte influência no desempenho de dois segmentos do varejo. As vendas do segmento de hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo caíram 0,5% ante julho. Lopes atribui a queda ao aumento de 3,7% no preço dos alimentos entre julho e agosto.Esse grupo tem o maior peso (34%) na pesquisa de varejo do IBGE.Apesar do recuo, o segmento que inclui hiper e supermercados teve aumento nas vendas de 6,4% ante agosto de 2006, o que, para Kapaz, mostra que o efeito da renda tem sido tão forte que permite a continuidade de um crescimento acelerado, no ano, apesar da pequena queda ante o mês anterior.Todas as atividades do varejo mostraram evolução em agosto. O destaque foi novamente o setor de equipamentos e material de escritório, informática e comunicação, impulsionado pela venda de computadores, que já acumula 25,2% no ano.

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