Ludovic Marin/AFP
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Vendas no varejo da Europa têm maior queda da história para o mês de março

Em meio à pandemia do novo coronavírus, em 19 países da zona do euro a queda foi superior 11% em relação a fevereiro

Reuters

06 de maio de 2020 | 10h00

As vendas no varejo na zona do euro sofreram seu maior declínio já registrado em março, em meio a restrições para conter a disseminação do coronavírus, com os compradores reduzindo seus gastos em tudo exceto alimentos e pedidos online.  

As vendas no varejo nos 19 países que usam o euro caíram 11,2% em março em relação a fevereiro e 9,2% em relação ao ano anterior, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, nesta quarta-feira.

As quedas foram mais acentuadas do que as expectativas do mercado, de perdas de 10,5% e 8,0%, respectivamente, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas. O declínio mensal foi o mais acentuado nos dados da Eurostat desde 1999.

O número anual, que não é negativo desde o final de 2013, foi o pior registrado nos dados desde 2000. Foi também uma queda duas vezes maior do que a de fevereiro de 2009, o pior mês da crise financeira.

Os únicos pontos positivos foram um aumento de 5,0% nas vendas de alimentos e uma alta de 2,6% nas compras por correio e pela Internet. Até as vendas de produtos farmacêuticos e médicos caíram 0,5%. 

Zona do euro terá recessão recorde e inflação vai desaparecer 

A economia da zona do euro vai contrair a uma taxa recorde de 7,7% neste ano por causa da pandemia de Covid-19 e a inflação irá quase desaparecer, enquanto a dívida pública e o déficit orçamentário vão disparar, projetou a Comissâo Europeia nesta quarta-feira.

“A Europa está passando por um choque econômico sem precedentes desde a Grande Depressão”, disse o comissário europeu para Assuntos Econômicos e Financeiros, Paolo Gentiloni.

“Mas a profundidade da recessão e a força da recuperação serão irregulares, condicionadas à velocidade com que as restrições podem ser suspensas, a importância de serviços como turismo em cada economia e pelos recursos financeiros de cada país”, disse ele. 

A Comissão projeta que, conforme a economia encolhe este ano, os preços ao consumidor vão quase estagnar. A taxa de inflação irá desacelerar a 0,2% em 2020, acelerando a 1,1% no próximo ano, quando a zona do euro deverá retornar a um crescimento de 6,3%. O investimento irá despencar 13,3% este ano, completou.

Os esforços para sustentar as economias vão ampliar os déficits orçamentários na zona do euro para 8,5% do PIB este ano, de 0,6% no ano passado, indo a 3,5% em 2021.

Um salto na dívida pública, entretanto, levará mais tempo para ser recuperado, disse a Comissão, projetando que a dívida da zona do euro saltará a 102,7% do PIB este ano de 86% no ano passado, recuando a apenas 98,8% em 2021. 

Itália, Grécia, Espanha e Portugal estarão entre os mais afetados pelos efeitos econômicos da pandemia, enquanto Luxemburgo, Malta e Áustria se sairão melhor.

O PIB da Grécia deve sofrer a maior contração, de 9,7%, com a Itália recuando 9,5% e a Espanha, 9,4%.  

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