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Vendas no varejo nos EUA caíram em julho

Queda anual chegou a 8,3%, e número de hipotecas executadas aumentou 7% no mês

Gustavo Chacra, NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

14 de agosto de 2009 | 00h00

As vendas do varejo nos Estados Unidos caíram 0,1% em julho, em comparação ao mês anterior. A queda anual foi ainda mais acentuada, de 8,3%, de acordo com o Departamento do Comércio. Outro indicador negativo foi o aumento de 7% no total de hipotecas executadas no mês passado, demonstrando que, conforme o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) informou ontem, a economia americana está enfraquecida, apesar de começar a sair da recessão.São os piores números divulgados até agora em agosto, que começou com notícias positivas, como o anúncio de que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre havia caído menos que o previsto, seguido pelo índice de desemprego, que parou de subir, o recorde em seis anos no aumento da produtividade e a redução nos estoques dos atacadistas. A expectativa de economistas era de que as vendas no varejo crescessem 0,7% em julho. Os dois meses anteriores haviam mostrado elevações de 0,5% e 0,8%, respectivamente. Economistas afirmam que a redução se deve a um padrão novo de consumo dos americanos, que estão mais propensos a poupar desde a eclosão da crise.Essa nível de consumo, mais próximo do de europeus, pode prejudicar a retomada do crescimento da economia que, nos EUA, historicamente, depende do consumo, responsável por 70% do PIB. O elevado índice de desemprego e a população endividada também contribuem para o baixo consumo no varejo."Apesar do leve declínio nas vendas no varejo, nós continuamos otimistas" de que as iniciativas econômicas "estabilizaram as condições e ajudaram os que foram atingidos pela crise", disse o secretário do Comércio, Gary Locke, citando programas como o "Dinheiro por Sucata", no qual o governo banca até US$ 3,5 mil para carros usados tirados de circulação, o que incentivou muitos americanos a adquirir um carro zero. As iniciativas foram insuficientes para alavancar o consumo, apesar de uma elevação de 2,4% no setor automobilístico. Não fosse pela venda de carros, a queda teria sido de 0,6%, segundo o Departamento do Comércio. A redução nas vendas se deu principalmente em móveis, aparelhos eletrônicos, música e livros. "O caminho para a recuperação é longo", afirmou Locke.O setor imobiliário, um dos principais responsáveis pela crise, não se recuperou. Em julho, foi registrado um recorde de hipotecas executadas desde o início da medição, em 2005, com os proprietários tendo que dar as suas casas para os bancos e credores por não conseguirem pagar as dívidas, de acordo com a RealTyTrac, responsável pelo levantamento.A alta inadimplência, que levou à perda das casas, subiu 7% em relação a junho e 32% quando comparado com julho de 2008. Agora, um em cada 355 proprietários de casa nos Estados Unidos foi incapaz de pagar as dívidas de seus imóveis.A crise no setor prossegue, apesar dos elevados investimentos do governo para normalizar a situação. Os Estados mais atingidos são os que observaram maior aumento de preços durante o boom imobiliário dos anos anteriores à crise.NÚMEROS0,7% foi o aumento previsto pelos economistas para as vendas do comércio varejista americano em julho0,5% foi o crescimento das vendas no varejo nos EUA em junho0,8% foi o crescimentodas vendas do comércio varejista em maio70% é quanto representao comércio varejista no Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA

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