Itaci Batista/Estadão
Itaci Batista/Estadão

Vendas no varejo caem 3,5% em abril, maior queda desde 2003

Forte recuo ocorreu ante o mesmo mês de 2014, puxado por móveis e eletrodomésticos; ante março, queda foi de 0,4%, a 3ª consecutiva 

Idiana Tomazelli , O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2015 | 09h13

Atualizado às 10h20

RIO - As vendas do comércio varejista registraram novos resultados negativos em abril. O volume caiu 3,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda mais intensa neste tipo de confronto desde agosto de 2003. 

A queda, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi puxada pela atividade de móveis e eletrodomésticos, que recuou 16% ante abril de 2014. O desempenho, de acordo com o instituto, pode ser atribuído à retirada gradual dos incentivos fiscais direcionados à linha branca, à redução da massa de rendimento do brasileiro e ao menor ritmo de crescimento do crédito.

Já na comparação com ajuste sazonal, a queda foi de 0,4% em abril ante março - a terceira seguida e a mais intensa para o mês também desde 2003. Há 12 anos, o recuo neste confronto também foi de 0,4%. Até abril, as vendas do varejo restrito acumulam queda de 1,50% no ano e avanço de 0,20% nos últimos 12 meses.

O resultado com ajuste sazonal veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam desde uma queda de 0,50% até uma alta de 1,40%, mas abaixo da mediana, positiva em 0,30%. Já no confronto anual, as projeções variavam entre recuo de 3,50% e queda de 0,40%, com mediana negativa de 1,80%.

O IBGE também revisou dados para baixo. O resultado das vendas do varejo restrito em março ante fevereiro caiu 1,0%, mais do que a queda de 0,9% apurada inicialmente. Já no varejo ampliado, as vendas no mesmo período foram revisadas para queda de 1,8%, ante redução de 1,6% na leitura inicial. 

Varejo ampliado. Em relação ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 0,30% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Foi o maior recuo para o mês desde 2010. O resultado também veio dentro do intervalo das estimativas colhidas pelo AE Projeções, que iam de queda de 1,50% até alta de 1,30%, com mediana negativa em 0,50%.

Na comparação com abril do ano passado, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram queda de 8,50% -  a maior para um abril em toda a série histórica, iniciada em 2005. Esse recorde negativo foi puxado pelo setor de veículos, cuja queda de 19,5% ante abril de 2014 também é maior para o mês na série.

Até o quarto mês deste ano, as vendas do comércio varejista ampliado acumulam queda de 6,10% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses.

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