Evelson de Freitas/Estadão
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Vendas nos supermercados cresceram 1,25% no ano passado

Resultado ficou abaixo da projeção da entidade que representa o setor, que ainda assim espera um crescimento de 3% nas vendas em 2018

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2018 | 20h03

As vendas dos supermercados brasileiros cresceram 1,25% em termos reais no acumulado do ano de 2017 na comparação com 2016, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O resultado ficou abaixo da projeção da entidade, que havia antecipado um crescimento da ordem de 1,5% em termos reais este ano.

No mês de dezembro, as vendas subiram 2,55% ante igual mês do ano anterior. Já na comparação com novembro, houve alta real de 20,42%. Todos os valores foram deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em termos nominais, a alta nas vendas em dezembro foi de 5,58% na comparação com o mesmo mês de 2016. Já o resultado acumulado do ano é de crescimento nominal de 4,75% ante 2016.

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Para o presidente da entidade, João Sanzovo Neto, o crescimento ficou aquém do esperado porque a deflação de alimentos foi mais intensa que o previsto. Com isso, disse Sanzovo Neto, o faturamento do setor foi fraco mesmo tendo havido uma evolução positiva das vendas em volume.

Projeção. No entanto, a Abras projeta crescimento de 3% nas vendas reais do setor em 2018 na comparação com 2017. A expectativa, descrita como otimista por Neto, representa uma aceleração do ritmo do crescimento ante o 1,25% de crescimento real registrado em 2017.

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"Estamos otimistas, vemos que a confiança dos consumidores e empresários está retomando", disse Sanzovo Neto.

O presidente da Abras considerou que a realização de eleições em 2018 traz incerteza para o ambiente de negócios, mas o executivo considerou que o setor tende a não ser afetado por turbulências. "A economia se descolou da política, isso é uma tendência que já vemos desde o final do ano passado", disse.

Para 2018, a expectativa é que o volume de itens vendidos aumente e que o faturamento ainda conte com o impacto de alguma recuperação nos preços de alimentos considerados commodities, caso do feijão, do arroz e do leite.

A GfK prevê que alguns dos itens cujo preço mais caiu em 2017 podem sofrer aumentos de preços em 2018. "É o caso do leite, porque o produtor já chegou num nível de preço em que não faz sentido produzir", diz. Para a maioria dos itens, no entanto, a previsão da GfK é de estabilidade de preço em 2018.

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