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Vendas nos supermercados desaceleram em 2014

Setor faturou 8,73% mais no ano, um aumento real de 2,24%, o menor desde 2006; para 2015, aprevisão é avanço de 2%

THIAGO MORENO, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2015 | 02h03

As vendas dos supermercados tiveram crescimento real de 2,24% em 2014, o pior índice já registrado pelo setor nos últimos anos, informou ontem a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Os resultados ficaram acima do projetado pela entidade no meio do ano, quando as expectativas foram reduzidas de 3% para 1,9%. Em 2013, as vendas aumentaram em 5,36% e, em 2012, a alta foi de 5,30%, já descontada a inflação.

Em valores nominais, as vendas dos supermercados cresceram 8,73% em 2014. "Embora tenha crescido menos do que em 2013, o resultado foi positivo, principalmente pelo desempenho geral da economia brasileira", afirmou o presidente da Abras, Fernando Yamada. "A manutenção do emprego permitiu que as vendas do setor crescessem bem acima do PIB."

Para este ano, a projeção da Abras é de um crescimento real de apenas 2% nas vendas do setor, o avanço mais tímido desde 2006. A entidade havia inicialmente projetado em setembro um crescimento de 2,5% para as vendas do setor neste ano, mas admitiu em dezembro que a estimativa provavelmente seria revista para baixo.

Se a projeção se confirmar, o setor terá, portanto, aumento real de vendas, mas ele será mais tímido do que este ano.

Segundo o presidente da Abras, Fernando Yamada, apesar do cenário de aperto econômico, os empresários do segmento acreditam que essa alta continua sendo possível. A Abras projeta um crescimento leve no desemprego, para 5,5%, ainda considerado baixo. A projeção da entidade para a inflação ficou em 6,8%.

De acordo com o gerente de atendimento da Nielsen, Fábio Gomes, os produtos que possuem diferenciais para o consumidor devem apresentar uma resistência maior à piora do ambiente econômico. "O consumidor ganhou um poder de compra nos últimos anos que ele não está disposto a perder. Quando as pressões inflacionárias o obrigam a cortar alguma coisa, ele prefere continuar comprando alimentos diferenciados no mercado e reduzir o consumo fora de casa."

Racionamento. Yamada afirmou estar preocupado com as interrupções de prevenção no sistema de distribuição de energia elétrica. O presidente da Abras lembrou que os gastos com energia representam cerca de 1,5% do faturamento dos supermercados, valor que pode subir até 1,7% caso haja racionamento.

Segundo o gerente da Nielsen, o crescimento no consumo de água nos supermercados em 2014 seguiu uma tendência que já vinha sendo mostrada nos últimos anos, não sendo fundamentalmente impactado pela crise hídrica que vem se agravando na região Sudeste.

O presidente da Abras também afirmou que muitas redes supermercadistas já adotam a captação de água da chuva para utilização na área de limpeza com o objetivo de reduzir o consumo.

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