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Vendas por cheque e crediário crescem 16,9% em setembro

As vendas por meio de cheques e crediário no País apresentaram crescimento em setembro, na comparação com setembro de 2005, conforme levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil). No período, as consultas para análise de crédito, feitas ao banco de dados da companhia, aumentaram 16,9%. Em relação a agosto de 2006, o movimento foi contrário, com recuo de 6,01%.Na avaliação do SPC Brasil, os resultados de 2006 ante 2005 refletem a ampliação do número de pessoas aptas a consumir, especialmente das classes "D" e "E", que conseguiram acesso facilitado ao crédito. Nos outros meses de 2006, com exceção de abril, as consultas também cresceram na comparação com igual período do ano anterior.Tal movimento, por sua vez, motivou as entradas de registros de inadimplência, maiores em todos os meses de 2006 sobre o ano passado. Em setembro, o resultado não foi diferente e houve aumento de 13,25% ante o mesmo período de 2005. Segundo a empresa, foi o nono mês de aumento consecutivo de inclusões em sua base de dados, neste tipo de comparação. Quanto às exclusões, que representam as reabilitações de crédito, houve elevação de 14,43%.Em relação a agosto de 2006, o SPC Brasil apurou que as entradas de registros de inadimplência apresentaram forte queda, de 34,65%. Entre as exclusões, houve recuo de 15,91%.De acordo com a empresa, na comparação setembro-agosto, incluindo o cenário de vendas, a avaliação é de que o consumidor foi cauteloso, comprando menos a prazo e mostrando disposição para honrar os compromissos assumidos, mas não conseguindo "limpar o nome" como desejava.Apesar desta constatação, o SPC Brasil destacou que o resultado é coerente, pois, no período próximo ao final de ano, quando o consumidor planeja adquirir mais produtos, utiliza geralmente o crediário e, para isso, precisa ter o nome limpo. "Nesse cenário, setembro mostrou que o movimento histórico se repetiu com menor volume de compras e orçamento direcionado a pagar o que já foi comprometido", salientou, em comunicado à imprensa, o presidente da companhia, Araken Novaes.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2006 | 17h59

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