Vendas porta-a-porta cresceram 15,8% em 2002

O aumento do contingente de revendedoras porta-a-porta contribuiu para o crescimento do faturamento das empresas de venda direta em 2002. As 21 companhias reunidas na Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (Abevd) faturaram R$ 6,9 bilhões, o que representou um aumento de 15,8% sobre 2001. O total de representantes passou de 1,095 milhão para 1,172 milhão, 7% mais que em 2001.Foram comercializados por este canal 817 milhões de itens, ante 799 milhões do ano anterior. A maior procura por este tipo de ocupação é explicado pela crise econômica. O negócio se transforma em alternativa para aumentar ou criar uma fonte de renda, disse o diretor da Abevd, Ricardo Tanaka, principalmente em uma fase de aumento do desemprego e achatamento salarial.A Avon, uma das gigantes do setor, que faturou R$ 2,6 bilhões em 2002, aumentou o total de colaboradores de 700 mil em 2001 para 800 mil no ano passado. Desde 1998, o quadro de promotoras já aumentou 45%, em razão da expansão deste canal de venda.A operação brasileira, que no ano passado comercializou 500 milhões de itens, ocupa o terceiro lugar em vendas globais da companhia. A expansão deste mercado também está relacionada à onda de culto do corpo, da beleza e vida saudável, que incentiva a venda de cosméticos, artigos alimentares, perfumes.As empresas do segmento de cuidados pessoais, como Avon, Natura, Amway, Sara Lee, representam 88% do setor, seguido por utilidades domésticas (8,5%).

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