Vendas reais da indústria do Rio caíram 1,1%

As vendas reais da indústria do Rio de Janeiro caíram 1,1% em abril comparado a março, segundo dados divulgados hoje pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Esses dados consideram a diferença de número de dias úteis entre os meses, ou seja, são dessazonalizados. Sem o ajuste sazonal, a queda foi de 0,2%. O quadrimestre janeiro a abril, comparado ao mesmo período do ano passado, ainda apresenta crescimento de 3,0%. As principais quedas em abril foram em material de transporte (queda de 24,33%), material elétrico (-19,32%) e produtos farmacêuticos com queda de 10,17%. Na comparação com abril do ano passado as vendas reais avançam 18,9%, refletindo principalmente os aumentos de vendas nos setores de minerais não-metálicos (65,3%), refletindo o aumento da produção de petróleo pela Petrobras. Outros setores que cresceram foram o químico (30,1%) e vestuário e calçados (22,7%). As quedas registradas foram no material elétrico (menos 70,9%) e material plástico (queda de 12 ,53%).Alta do combustível puxa vendasPela primeira vez, as vendas reais da indústria fluminense fecharam positivas no acumulado do ano. Depois de registrarem queda de 1,2% no trimestre, comparado ao ano passado, as vendas estão crescendo, agora, 3,3% no quadrimestre. O resultado isolado de abril, que registrou avanço de 18,9% sobre o mesmo mês do ano passado, ajudou a reverter o desempenho. Segundo a assessora de pesquisas econômicas da Firjan, Luciana Costa Marques de Sá, o expressivo avanço das vendas em abril refletiu principalmente o reajuste dos preços de combustíveis (que tiveram três aumentos entre março e abril), assim como o efeito do câmbio favorável nas exportações das empresas do Estado. No quadrimestre, a massa salarial da indústria fluminense caiu 6,16%, o contingente de pessoal ocupado recuou 5,5% e as horas trabalhadas recuaram 3,97%. Apesar do avanço comparado à utilização da capacidade instalada de março (79,03%), a de abril deste ano (79,22%) ainda ficou abaixo do mesmo mês em 2001 (80,32%). Para o ano, a economista projeta vendas reais 5% superiores às do ano passado.

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