Vendas reais de supermercados sobem 4,01% em maio

No ano, vendas têm crescimento de 5,36%; segundo a Abras, consumidores não diminuíram suas compras

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

30 de junho de 2009 | 11h26

As vendas reais dos supermercados subiram 4,01% em maio em relação a igual mês de 2008, segundo divulgou nesta terça-feira, 30 a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as vendas aumentaram 5,36% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em maio ante abril, mês que contou com a Páscoa, houve queda de 4,12% na receita dos supermercados. Os números estão deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

O valor da cesta de 35 produtos considerados de largo consumo subiu 2,24% em maio ante abril, para R$ 264,59. Já em relação a maio de 2008, a alta foi de 7,26%. Os produtos da cesta que registraram as maiores altas em maio ante abril foram batata (21,04%), leite longa vida (14,31%), queijo mussarela (9,04%). Já as maiores quedas foram feijão (-6,12%), pernil (-3,57%) e farinha de trigo (3,28%).

 

Segundo a Abras ressalta em nota, é possível observar o bom crescimento das vendas tanto na comparação com maio de 2008 quanto no acumulado do ano, o que sinaliza que os consumidores brasileiros não diminuíram suas compras nos supermercados.

 

2º semestre

 

O presidente da associação, Sussumu Honda, afirma que as vendas do setor devem reagir de forma mais consistente no segundo semestre deste ano. Segundo ele, a manutenção do consumo das famílias vem garantindo a expansão das vendas dos supermercados. "O segundo semestre, naturalmente, é o melhor período das vendas. Além disso, o cenário está mais positivo, influenciado pela manutenção dos níveis de emprego", afirmou.

 

Honda acrescentou que a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis e linha branca, por exemplo, de forma indireta contribuirá para o setor, pela manutenção dos empregos que a medida gera tanto na indústria quanto no comércio. "O ritmo de geração de empregos deve melhorar a partir de agora, contribuindo para a manutenção da renda, o que sustenta as vendas nos supermercados", afirmou.

 

Honda comemorou ainda a manutenção da isenção do PIS/Cofins à cadeia do trigo, anunciada pelo governo. Segundo ele, a medida reduz, em média, 10% o preço do pão e, caso não fosse prorrogada, poderia proporcionar uma redução no consumo do produto.

 

A entidade prevê para o próximo mês a revisão oficial da projeção de crescimento do setor, que atualmente está em 2,5%. O dirigente admite, porém, que o número seja revisado para algo acima de 5%, com base no desempenho acumulado dos supermercados até maio.

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