Vendas sobem e número de devedores cai em dezembro

O consumidor brasileiro comprou em dezembro quase 9% a mais do que no mesmo mês em 2005, segundo levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil. Segundo o SPC, o consumidor também se preocupou em recuperar o crédito e evitar que o nome fosse parar na lista das restrições. As exclusões de registros de inadimplência mostraram incremento de 14,81%, na comparação com dezembro de 2005, e 14,13%, ante novembro de 2006.O levantamento do SPC referente a dezembro de 2006 mostrou alta de 32,01% no volume de consultas ao crédito, ante novembro, e incremento de 8,97% em comparação com dezembro de 2005. No levantamento divulgado no início de janeiro deste ano, em que foram apurados os 24 primeiros dias de dezembro, o volume de consultas verificava alta de 9,79% em relação a 2005. As consultas de crédito à base de dados do SPC Brasil são uma espécie de termômetro das vendas realizadas a prazo e com cheques.As inclusões de registros de inadimplência no SPC, no mês do Natal, também confirmam a disposição do consumidor em manter o "nome limpo" neste início de ano. O SPC Brasil detectou uma queda de 21,35% no volume de inclusão de novos registros sobre dezembro de 2005, e recuo de 15,18% ante novembro de 2006. Nos 24 primeiros dias de dezembro, a queda era ainda maior (23,48%).De acordo com o presidente do SPC Brasil, Araken de Carvalho Novaes, esses posicionamentos, por parte dos consumidores, foram favoráveis ao comércio. "Refletem a busca por um equilíbrio nas contas antes de iniciar o ano", avaliou, em comunicado à imprensa. No que se relaciona ao aumento das consultas de análise de crédito, Novaes atribuiu o resultado aos financiamentos com prazos de pagamento alongados e prestações de valores baixos para produtos de maior valor, "como os eletroeletrônicos e eletrodomésticos, por exemplo".O 13º salário foi o fator principal para impulsionar a alta na exclusão de registros de dívidas, na opinião do presidente da entidade. Para ele, os recursos favoreceram a quitação de dívidas antigas e o retorno do consumidor que estava com problemas de crédito. Novaes indica que o 13º salário também influenciou a queda verificada nas inclusões de registros. "Com o dinheiro extra (do 13º) e, para alguns, do pagamento de férias, foi possível controlar as finanças pessoais e honrar compromissos já assumidos", finalizou.

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