Vender cotas de um fundo imobiliário pode ser difícil pela falta de liquidez

Qual é a vantagem de investir em um fundo imobiliário?

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2011 | 00h00

Os fundos imobiliários foram criados para atender aos investidores que não possuem recursos suficientes ou não querem aplicar diretamente em imóveis. As vantagens imediatas são ganho de escala, custos de administração diluídos entre os cotistas, diversificação de investimentos, simplificação no sentido de que toda a burocracia com papelada e documentação é por conta do administrador. Duas vantagens devem ser destacadas: distribuição frequente de rendimentos e isenção de IR para pessoas físicas. Esses fundos aplicam recursos em imóveis geradores frequentes de renda, tais como: shopping centers, edifícios comerciais, hospitais, centros de distribuição e logística, etc. Hoje, o rendimento de fundos imobiliários gira em torno de 0,8% ao mês. No entanto, devemos estar atentos aos riscos que são relativos à localização e tipo do imóvel, redução da taxa de ocupação que reduz rendimentos ao mercado financeiro e outros riscos inerentes ao mercado financeiro. Mas, um dos problemas que mais devemos atentar é o risco de liquidez porque esses fundos são fechados e, portanto, não há resgate de cotas, mas negociação delas no mercado secundário.

Como faço para penhorar joias?

A Caixa Econômica Federal oferece o serviço de penhora para possuidores de joias, metal nobre, diamantes lapidados, pérolas, relógios, canetas e pratarias (esses três últimos originais e de valor significativo). A penhora nada mais é do que um empréstimo no qual a garantia é o objeto entregue para guarda da Caixa. Não há necessidade de análise de cadastro ou avalista. Mesmo que você esteja com restrições cadastrais, pode adquirir o empréstimo por meio do penhor. Para fazer esse tipo de operação é preciso procurar uma agência da Caixa que trabalhe com penhor, apresentando documento de identidade, CPF, comprovante de residência e o objeto a ser avaliado. O contrato pode ser assinado no ato e o dinheiro liberado. O empréstimo deve ser quitado ao final do prazo de até 180 dias, renováveis. O valor máximo do empréstimo é de 80% da avaliação do bem em penhor. Uma breve simulação sobre uma joia avaliada em R$ 1 mil, com o valor de empréstimo de R$ 800, por 180 dias, as tarifas iniciais vão sair por R$ 66, admitindo-se a taxa de 2% ao mês descontada no ato, faz com que o custo do empréstimo fique em torno de 3% ao mês. Vale a pena comparar com outros tipos de empréstimos que você tenha à disposição.

Sou consultor e tenho 72 anos, mas gostaria que me ajudasse a organizar os meus investimento (R$ 5 milhões, todo em um plano de previdência administrado pela empresa em que eu me aposentei e que tenho tido alguns problemas) para que eu possa viver apenas de rentabilidade e deixe de trabalhar. O que acha de eu concentrar 55% do meu patrimônio em um plano de previdência de um só banco (com taxa de administração de 0,7%)? Além disso, há alguma sugestão de diversificação de aplicação do patrimônio?

Para tirar dúvidas sobre os problemas com o fundo de pensão e previdência complementar aberta, sugiro que consulte os portais da Superintendência de Previdência Complementar (Previc) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Lá, há toda a legislação acerca do assunto e manuais de boas práticas de gestão de fundos. O perfil apresentado pelo leitor é conservador, fortemente posicionado em renda fixa, o que aparenta ser correto pela idade, posição financeira e momento de vida. Mas vale a pena fazer um pouquinho mais de contas e pensar no Tesouro Direto e, talvez, em algo com um pouco mais de risco como um fundo multimercado. Isso porque o valor poupado é muito bom e há possibilidade de diversificação, no entanto, sem fugir do perfil deste investidor. Compare as taxas de administração, o perfil das carteiras e adequação aos prazos de investimentos de acordo com seus objetivos financeiros.

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