'Vender? Só se a proposta for muito boa'

A empresária Mariangela Bordon quer fazer da marca de cosméticos EOS um negócio tão grande - ou até maior - que a OX, lançada por ela em 1995 e vendida em 2003 ao grupo Bertin. O caminho será longo: a receita anual da EOS é de R$ 3,5 milhões, bem abaixo dos R$ 60 milhões que a OX faturava quando foi vendida. A parceria com grandes varejistas é a aposta de Mariangela para elevar as vendas da linha de cosméticos. A marca passou a ser distribuída em grandes redes, como Pão de Açúcar, Drogasil e Onofre em 2010. Agora, será vendida também nas Lojas Renner.

O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2012 | 03h10

A EOS teve lojas próprias mas

depois passou a ser distribuída a

redes de varejo. Por quê?

Logo que abri a loja da EOS, em 2008, veio a crise americana. Depois, a competição ficou mais acirrada no Brasil. Todas as empresas estrangeiras abriram loja aqui e o mercado imobiliário explodiu. Chegamos a ter duas lojas, mas para abrir outras, eu teria de gastar milhões. Então mudei a estratégia e fiz parcerias com varejistas. Hoje estamos em mil pontos de venda.

A EOS compete com a OX?

A EOS está ao lado da OX em alguns supermercados. A ideia inicial era não competir e vender em butiques. Mas, no varejo, não há como ter parceiros diferentes. Os líderes ainda são o Pão de Açúcar, Carrefour, Drogasil - os mesmos da década passada. A diferença é que muitos se uniram e a competição pelo espaço na prateleira aumentou.

A sra. pretende vender a EOS?

Não. Para quê? Para depois criar outra marca do zero de novo? Montei a OX para vender. Vendi e vi que não consigo ficar parada. Então lancei a EOS, que tem tudo para ser do tamanho ou até maior que a OX. Só vendo se a proposta for muito boa.

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