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Vendo a casa para investir em fundo imobiliário?

Previsão para 2019 é que fundos imobiliários terão bom desempenho

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2019 | 05h00

Tenho um único imóvel, no centro de São Paulo, que vale R$ 700 mil e paguei por ele R$ 400 mil. Mas vou me mudar para o outro lado da cidade. O que vale mais a pena, alugar meu apartamento para alugar outro ou vender e aplicar tudo em fundos imobiliários?

A melhor resposta para este caso depende de uma premissa que você deve definir inicialmente. Você (e sua família) aceita a ideia de viver de aluguel e não ser proprietário de um imóvel? Caso você seja uma pessoa que aceita a condição de viver de aluguel, a opção de vender o atual apartamento e investir a quantia em fundos imobiliários deve ser melhor, na ponta do lápis. A previsão para este ano é de que os fundos imobiliários terão um bom desempenho. Mas, considere que vender seu imóvel pelo preço desejado não é uma tarefa fácil neste momento. Você deve levar em conta, também, que haverá a tributação sobre o ganho de capital na base de 15%, mas com possibilidade de alguma redução dependendo da data de aquisição do imóvel. No caso de você desejar manter o imóvel ou não conseguir vender por preço adequado, a opção de alugá-lo para poder alugar outro mais perto do trabalho, embora em si não seja uma opção ruim, financeiramente não deve ser melhor do que vender e aplicar o dinheiro. O aluguel de imóveis está com queda de preços, além de custos potenciais poderem ocorrer. Você deve considerar que há períodos de vacância no imóvel trazendo as despesas de condomínio e IPTU, inadimplência do locatário, extras do condomínio, despesas de administração, reformas e outros. No entanto, qualquer que seja a alternativa com relação ao imóvel a decisão de morar perto do trabalho é certa, considere a economia gerada em transporte, aproveite e tente passar a ir a pé ou de bicicleta até a empresa.

 

Tenho idade avançada e parte de minhas aplicações financeiras está em VGBL. Tendo em vista meu futuro inventário e a transferência de meu patrimônio para os filhos, quais são as vantagens e desvantagens desta aplicação?

Os planos de previdência complementar têm entre suas vantagens a questão da sucessão, devido facilidade e rapidez de recebimento de valores por parte dos beneficiários. Isso tanto para o PGBL quanto o VGBL. No caso da morte do titular durante o período de acumulação, a reserva acumulada vai diretamente para os beneficiários e não passa por inventário. Mas, quando já está no período de concessão do benefício, depende do tipo de renda escolhido pelo participante. Por exemplo, no caso de renda vitalícia, quando ocorrer a morte do participante cessa o dever da seguradora e não há valor para ser herdado. Efetivamente existem algumas vantagens na sucessão com a utilização de planos de previdência. Por exemplo, há flexibilidade para escolher os beneficiários. Quando do falecimento do titular, será respeitado o porcentual indicado a cada um. Outra vantagem é a liquidez, pois o recebimento do benefício é feito por volta de 15 dias após a entrega de toda a documentação de resgate. Há isenção do ITCMD (imposto de transmissão causa mortis e doações). A diferença básica entre PGBL e VGBL está na tributação do imposto de renda. No PGBL há incidência de IR sobre o montante resgatado. No VGBL a incidência, em caso de resgate ou pagamento de renda, ocorre apenas sobre o ganho de capital. Fique atento aos custos administrativos e rentabilidade desses planos, que são caros. Outro ponto: sobre o regime tributário, para prazos mais curtos é melhor o regime progressivo.

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