Venezuela cria instituição pública após fusão de quatro bancos

Banfoandes, Confederado, Bolívar Banco e Central Banco se unirão para formar o Banco Público Bicentenário

estadao.com.br,

18 de dezembro de 2009 | 08h54

O ministério da Economia da Venezuela autorizou nesta sexta-feira, 18, a fusão das entidades financeiras Banfoandes, Confederado, Bolívar Banco e Central Banco, que formarão a partir de 21 de dezembro o Banco Público Bicentenário. As informações são da agência de notícias France Press. Segundo o comunicado oficial, a nova instituição financeira terá presença nacional e poderá usufruir de "um segmento de mercado com grande potencial de crescimento". Três dos bancos que formarão esta nova entidade foram fechados no final deste ano pelo governo e depois nacionalizados.

 

Em 11 dias, o governo do presidente Hugo Chávez fechou oito bancos privados. As ações tiveram início em 30 de novembro. O banco Banorte foi o último a fechar as portas, na sexta-feira, 12, com a alegação de que a instituição não estava conseguindo cumprir as suas obrigações e assim ameaçava a credibilidade do sistema financeiro venezuelano. O presidente Chávez afirmou ter fechado os outros bancos para combater a corrupção e proteger os correntistas. Ele alertou os bancos privados em operação para ou emprestarem mais ou serem fechados.

 

No ano que vem, Chávez enfrenta eleições legislativas e os problemas econômicos do país vêm aumentando. A Venezuela entrou em recessão no último trimestre e tem a maior taxa de inflação da América Latina, cerca de 26% ao ano.

 

No início de dezembro, filas de investidores em pânico nos bancos fechados relembraram a crise financeira dos anos 1990, que custou ao Estado US$ 11 bilhões.

 

Chávez se diz um combatente contra a corrupção. Os seus opositores afirmam que ele reprime apenas uma fração dos empresários que se favoreceram dos laços com o governo, e apenas quando lhe convém. Horas depois do fechamento do Banorte, Chávez já dizia querer que os bancos aumentassem os depósitos para o sistema de seguro estatal para depositantes.

 

(com Reuters)

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