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Venezuela e Argentina assinam acordos de comércio

Os presidente da Venezuela e da Argentina assinaram acordos hoje com o objetivo de estimular o comércio entre os dois países, enquanto as relações comerciais de Caracas com a vizinha Colômbia começam a diminuir. Os acordos foram assinados durante a visita à capital venezuelana da presidente argentina Cristina Kirchner, que reuniu-se com seu colega Hugo Chávez. Os dois presidentes dizem que querem maiores relações comerciais entre os dois países, tanto entre empresas privadas quanto estatais, e maior troca de tecnologia.

PRISCILA ARONE, Agencia Estado

11 de agosto de 2009 | 18h40

"Hoje, estamos assinando acordos de US$ 1,1 bilhão", disse Cristina após uma reunião com Chávez. "A integração (entre os dois países) é muito importante (...) e nós vamos continuar com ela". Os planos para aumentar o comércio, em setores que vão do automotivo aos têxteis e à agricultura, surgem no momento em que Chávez tenta reduzir o comércio com a Colômbia, um importante aliado dos Estados Unidos na América Latina.

Enquanto Caracas e Bogotá trocam farpas sobre os planos da Colômbia de permitir que mais forças norte-americanas permaneçam em suas bases militares, o presidente venezuelano Hugo Chávez diz irritado que quer fazer com que a Colômbia deixe de ser uma importante parceira comercial e encontrar substitutos. A Argentina, ao que parece, está pronta e disposta a preencher este vazio. Mesmo antes da líder argentina, Cristina Kirchner, ter chegado a Caracas para o encontro com Chávez, funcionários venezuelanos anunciaram o cancelamento de uma encomenda de compra de 10 mil carros da Colômbia e que iriam realizar a aquisição da Argentina.

Enquanto Cristina reunia-se a portas fechadas com Chávez nesta terça-feira, dezenas de líderes empresariais argentinos que a acompanharam na viagem procuravam estabelecer acordos com empresas venezuelanas ou conquistar contratos do governo. Pedro Bergaglio, presidente do Protejer, um grupo que representa a indústria têxtil argentina, disse que as exportações de têxteis para a Venezuela podem saltar para US$ 1 bilhão sob os novos acordos, já que a administração Chávez tentar eliminar as compras da Colômbia. "Estamos prontos para nos movimentarmos rapidamente", disse ele.

Manter os custos de transporte e preços baixos para competir com a Colômbia, porém, "será um desafio", disse ele. Algumas exceções em impostos de exportações para o governo argentino serão necessárias para diminuir os custo, disse ele. Se o comércio entre Colômbia e Venezuela, que atingiu US$ 6 bilhões no ano passado, continuar a se deteriorar, então a Argentina e outros países terão muito a ganhar.

Chávez está irritado com o anúncio do presidente colombiano Alvaro Uribe de permitir o aumento das tropas norte-americanas em bases militares colombianas. Chávez afirma que isso é uma ameaça para a soberania da Venezuela e que isso pode provocar uma guerra regional. Ele disse também que acha que os Estados Unidos podem invadir a Venezuela e tomar o controle de suas grandes reservas de petróleo.

Chávez já ordenou que seu governo interrompa a venda de combustível subsidiado para a Colômbia. Se a Colômbia quiser o produto, terá de pagar o preço normal, disse ele. Funcionários venezuelanos também disseram que a compra de gás natural da Colômbia podem ser interrompidas e afirmam que a Venezuela pode ser autossuficiente em gás natural se desejar.

Enquanto isso, funcionários argentinos fizeram poucas tentativas de esconder seus planos de capitalizar com a disputa entre Venezuela e Colômbia. A ministra de Produção da Argentina, Debora Giorgi, disse que seu país espera " aumentar significativamente (as exportações de automóveis) na segunda metade deste ano e em 2010, tendo em mente a suspensão das compras venezuelanas da Colômbia". As informações são da Dow Jones.

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