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Venezuela estreia mercado cambial com depreciação

Estreou hoje o novo mercado cambial anunciado pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que permite aos venezuelanos negociarem dólares legalmente pela primeira vez desde 2010. Economistas disseram que esse novo sistema poderá aliviar alguma demanda reprimida por dólares.

AE, Agencia Estado

24 de março de 2014 | 21h17

O bolívar foi negociado a uma cotação 80% mais fraca quando comparada à taxa oficial de câmbio. Segundo operadores de câmbio em duas corretoras, o dólar foi negociado a taxas entre 55 e 50 bolívares na estreia do sistema, conhecido por Sicad II.

Nesse sistema, o banco central facilita o casamento das ordens de compradores e vendedores, que realizam ofertas por meio de bancos e corretoras autorizadas. Rafael Ramírez, ministro de Energia e Petróleo, disse que não haverá limite sobre a quantidade ou sobre a taxa pela qual o dólar pode ser adquirido, mas afirmou que a demanda dependerá bastante de quantos dólares a estatal PDVSA, responsável por 90% dos ganhos com exportações, conseguirá trazer para o mercado.

A oposição classificou a novidade do governo como uma grande desvalorização cambial. Em declarações no Twitter, o candidato à presidência Henrique Capriles disse que isso irá erodir ainda mais a poupança da população pobre da Venezuela, que já sofre com uma inflação de 57%.

O discurso do governo é que esse novo mercado irá suprir a escassez de dólares. Empresários têm reclamado sobre a falta da moeda norte-americana para pagar pelas importações, sendo que um em cada quatro bens estão em falta nos supermercados no país, que é fortemente dependente de importações, segundo dados publicados pelo banco central.

O banco central deverá publicar taxas de referência diárias. Em 2010, o ex-presidente Hugo Chávez fechou um sistema cambial que permitia aos venezuelanos obterem dólares legalmente ao trocar bônus do governo ou da PDVSA em bolívares por bônus emitidos no exterior, em dólares. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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