Miraflores Palace/Handout via REUTERS
Miraflores Palace/Handout via REUTERS

Venezuela inicia pré-venda da Petro, sua moeda virtual

Ativo é lastreado na produção local de petróleo e tem oferta inicial agendada para março; plano é colocar 82,4 milhões de unidades no mercado

O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2018 | 17h44

A Venezuela começou nesta terça-feira, 20, a pré-venda de sua moeda virtual, a Petro, um projeto do governo de Nicolás Maduro para combater a hiperinflação e estabilizar o país economicamente.

O plano do governo, segundo o vice-presidente, Tareck El Aissami, é ofertar 82,4 milhões de unidades da Petro, que diferente da bitcoin e das demais moedas virtuais já lançadas, é a primeira lastreada em um ativo físico, no caso, na produção de petróleo local.

A esperança do governo é conseguir levantar alguns bilhões de dólares com o projeto, que terá a oferta inicial de moeda agendada para março. Com a Petro, a Venezuela espera atrair os investidores globais que não acessam o seu mercado interno por força de sanções econômicas impostas por governantes, como Donald Trump. 

A negociação de Petros vai acontecer como é a de bitcoin, via blockchain, tornando as operações anônimas e impossíveis de serem rastreadas.

Em um relatório divulgando a oferta da moeda no ano passado, documento chamado pelo mercado de 'white paper', o governo disse que a Petro "vai ser um instrumento para a estabilidade econômica e a independência financeira da Venezuela". 

Pelo Twitter, Nicolás Maduro afirmou nesta semana que a Petro vai "fortalecer a economia" local.

Economistas e demais governantes, no entanto, foram rápidos em criticar os planos da Venezuela. O Peterson Institute for Internacional Economics chamou o projeto da Petro de "mal assessorado". Já o departamento de tesouro dos EUA afirmou que a criptomoeda não driblas as sanções americanas. No mês passado, o departamento disse que a Petro assemelha-se a um título de dívida ou crédito do governo Venezuela e, por isso, o investidor continua exposto às sanções.

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