Venezuela pede reunião de emergência da Opep para agir sobre preço do petróleo

A Venezuela quer que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) realize uma reunião de emergência para conter a queda nos preços internacionais da commodity, disse o ministro de Relações Exteriores, Rafael Ramirez, nesta sexta-feira, no primeiro pedido formal de um dos membros do cartel por alguma ação, antes da reunião do grupo marcada para novembro.

REUTERS

10 de outubro de 2014 | 17h19

"Nós recebemos instruções do presidente para pedir uma reunião extraordinária da Opep", disse Ramirez, que era ministro de Petróleo e presidente da petroleira estatal PDVSA até uma recente reforma ministerial realizada por Nicolas Maduro.

"Nós acreditamos que a Opep tem que coordenar algum tipo de ação para encerrar a queda no preço do petróleo, especialmente quando estamos convencidos de que isso não tem nada a ver com situações de mercado, mas com uma manipulação do preço para criar problemas para os grandes países produtores", disse Ramirez.

A próxima reunião regular da Opep está agendada para 27 de novembro, mas alguns membros já vêm falando sobre a necessidade de reduzir a produção para reerguer os preços, que caíram nos últimos dias ao menor patamar desde 2010.

Embora a Venezuela seja um dos membros fundadores da Opep, sua influência encolheu nos últimos anos, com uma produção enfraquecida e mostrando pouca disposição para unir-se a outros membros do grupo em cortes de produção.

A queda de preços ocorre em um mau momento para a Venezuela, cuja economia acredita-se estar em recessão, apesar de dados oficias fortes sobre o PIB, e que está sob pressão do vencimento de títulos de dívida este ano e no próximo.

"É um preço que não é bom para ninguém e há um significativo excedente de produção", disse Ramirez. "Nossa posição na Opep sempre tem sido de buscar estabilidade no mercado de petróleo. Não é bom para ninguém ter uma guerra de preços, que os preços caiam abaixo de 100 dólares por barril."

O barril do Brent fechou a 90,21 dólares nesta sexta-feira, na bolsa ICE Futures.

(Por Diego Ore e Efrain Otero)

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