Venezuela se queixa de custo de refinaria

A estatal venezuelana Petroleos de Venezuela (PdVSA) avalia que a sua participação na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, está muito cara, mas ainda não tomou uma decisão final sobre a permanência no projeto da joint venture, disse o ministro do Petróleo venezuelano, Rafael Ramirez.

O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2013 | 02h12

"Estamos revisando os custos da refinaria e é muito caro", avaliou. "Isso faz parte das discussões com a Petrobrás."

A PDVSA não conseguiu cumprir uma série de prazos ao longo dos últimos dois anos para que ofereça as garantias de empréstimos e financiamentos para sua participação nos 230 mil barris por dia da refinaria. Por sua vez, a Petrobrás já afirmou que pretende continuar com a refinaria com ou sem a participação da PDVSA.

Segundo Ramirez, o custo de investimento para a PDVSA é de aproximadamente US$ 20 bilhões. O ministro comparou o projeto a outro empreendimento que está sendo construído na Venezuela em conjunto com um consórcio coreano, que produzirá 100 mil barris diariamente. Os investimentos da estatal venezuelana não chegaram a US$ 2 bilhões.

Quando questionado sobre o status do projeto brasileiro, Ramirez disse que a PDVSA e a Petrobrás permanecem em discussões diretas. O ministro decidiu não fazer mais comentários à mídia até que uma decisão seja tomada.

Além disso, Ramirez disse que a PDVSA está à procura de compradores para algumas de suas refinarias norte-americanas que atualmente não processam petróleo venezuelano.

Equipamentos. Mesmo sem ter garantido o recebimento do petróleo venezuelano, a Petrobrás já comprou os equipamentos para processá-lo na Refinaria Abreu e Lima. Se não receber o óleo venezuelano, a Petrobrás terá de importá-lo para suprir metade da capacidade de produção da refinaria. / COM DOW JONES

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