Venezuela usa estratégia para aquisições em Orinoco

A Venezuela estabeleceu um agressivo cronograma para a aquisição de quatro projetos petrolíferos estrangeiros, mas deixou espaço para futuras negociações com as companhias afetadas, uma estratégia semelhante a anteriores aquisições de países-membros da Opep sobre operações de petróleo. A Venezuela publicou um decreto na terça-feira ordenando que a transferência para controle estatal de projetos multibilionários seja feita, a princípio, até dia 1º de maio, como planejado previamente. Mas o decreto também confirmou o que o presidente do país, Hugo Chávez, havia anunciado na segunda-feira à noite, declarando que empresas parceiras têm até setembro antes que os acordos de nacionalização sejam finalizados. Avaliados em mais de 30 bilhões de dólares, os quatro projetos na reserva petrolífera de Orinoco, perto do rio Orinoco, produzem em cerca de 600 mil barris por dia de petróleo sintético leve e incluem investimentos de gigantes do setor, como a Exxon Mobil e a Conoco Phillips . Chávez primeiramente estabeleceu um simbólico prazo de aquisição, mas continuou a negociar condições durante um período de transição de três meses no começo de 2006. "Minha visão é que Chávez está tentando reconciliar o comprometimento do processo para dia 1o de maio com a necessidade de mais tempo para resolver todos os detalhes pendentes", disse Patrick Esteruelas, analista do Eurasia Group em Nova York.

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