finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Venezuela volta a pedir pressa ao Mercosul

Ministro diz que seu governo ''''tem paciência, mas espera uma boa notícia até dezembro''''

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2023 | 00h00

A Venezuela tem paciência, mas espera ''''uma boa notícia'''' sobre a tramitação do projeto de sua adesão plena ao Mercosul até dezembro, quando se realizará a reunião semestral dos presidentes dos países do bloco, em Montevidéu, Uruguai.A posição da Venezuela foi expressa pelo ministro das Relações Exteriores, Nicolás Maduro, que participa da reunião ministerial do Fórum de Cooperação Ásia do Leste-América Latina (Focalal), a ser encerrada nesta quinta-feira em Brasília.Em julho, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, havia dado um ultimato para que o Congresso brasileiro aprovasse a adesão plena até o início de setembro.Hoje, Maduro tratará reservadamente com Amorim de outro problema nas relações bilaterais: a recente queixa de Chávez de atraso nas obras de construção da refinaria Abreu de Lima, um projeto conjunto da Petrobrás e da Petróleos de Venezuela (PDVSA) em Pernambuco.''''Nós temos paciência. O presidente Chávez falou que vamos ter paciência e esperar que se imponha a razão e a sensatez antes da reunião do Mercosul em Montevidéu. Devemos ter a boa notícia até lá'''', afirmou Maduro ao Estado.Polêmico, o acordo de adesão da Venezuela continua engavetado no Congresso brasileiro. Não chegou a ser votado nem mesmo na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, o primeiro passo da tramitação.No Paraguai, o acordo tampouco começou a tramitar no Congresso. Para Maduro, esses percalços devem ser superados em breve.Um dos entraves para a tramitação foi a declaração de Chávez de que o Congresso brasileiro é um ''''papagaio'''' dos Estados Unidos - sua resposta nada diplomática ao pedido do Senado para que o presidente venezuelano revisse a decisão de caçar a concessão da emissora Rádio Televisão Caracas (RCTV).Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, têm havido sinais de distensão de Caracas, que devem abrandar a tramitação do acordo no Congresso.Outro entrave é o fato de a Venezuela ainda não ter concluído as negociações sobre a liberalização de seu comércio com a Argentina e o Brasil.Embora Maduro tenha dito que essas negociações não estão travadas, Amorim admitiu que não houve reuniões negociadoras nos últimos meses. ''''As negociações sempre andam. Para a frente ou para trás'''', advertiu, rindo.BIOCOMBUSTÍVELSegundo Maduro, o embate entre Brasil e Venezuela na questão energética não deve tornar-se fonte de atritos entre os dois países porque tratam-se de propostas autônomas para garantir a segurança energética da América Latina. ''''A América Latina é a primeira região do mundo que debate esse tema'''', insistiu o ministro.Há duas semanas, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgava os biocombustíveis na América Central, México e Jamaica, Hugo Chávez seguia com sua lógica petroleira por outras regiões do continente. Mas essa movimentação venezuelana não foi recebida como ''''simpática'''' pela diplomacia brasileira.A Venezuela firmou acordos de segurança energética, que envolvem os setores de petróleo e derivados, gás e petroquímico, com a Argentina, o Uruguai, a Bolívia, o Equador e mais dez países do Caribe.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.