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Verde Campo quer dobrar presença no País em 2021

Plano é sair de 20 mil pontos de venda para 45 mil no fim deste ano e 80 mil em 2022

Clarice Couto, Leticia Pakulski e Isadora Duarte, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2021 | 05h00

A mineira Verde Campo, de Lavras, focada em lácteos sem conservantes, corantes e aromas artificiais, pretende dobrar sua presença no País neste e no próximo ano. O plano é sair de 20 mil pontos de venda para 45 mil no fim de 2021 e 80 mil em 2022. No alvo estão padarias, mercearias e mercados do Sul e Sudeste, regiões onde já atua. Arlindo Curzi, o CEO, diz que o avanço se dará em todas as classes sociais que demandam o tipo de produtos feitos pela Verde Campo, como iogurtes com proteína whey, probióticos e itens sem lactose. “Algumas linhas, como as de iogurte proteico e para crianças, sem conservantes e com baixo teor de açúcar, têm consumo alto também nas periferias. Nossa estratégia inclui ir até esses clientes.” A empresa foi a primeira a lançar iogurte zero lactose no País, em 2011.

Empurrãzinho

Desde 2016, quando a Coca-Cola comprou a Verde Campo, o laticínio já investiu cerca de R$ 80 milhões em aumento da capacidade produtiva, automação da fábrica de iogurtes e de queijo cottage e tecnologia para retirar conservantes dos produtos. Se antes recebia até 150 mil litros de leite/dia, hoje pode alcançar 300 mil. Cem produtores altamente tecnificados fornecem a matéria-prima para a companhia.

Com tudo

No primeiro trimestre, a Verde Campo lançou 15 produtos, entre eles novos sabores de iogurtes proteicos e a manteiga sem lactose. No fim do ano passado, foi a linha “kids”. Com a diversificação da oferta e expansão física, Curzi espera um aumento de 30% do faturamento neste ano e nos próximos até 2025, o que duplicaria a receita atual. A empresa não revela o número, mas Curzi diz que é abaixo de R$ 500 milhões.

Petisco

Quase metade dos brasileiros (46%) passou a comer mais queijo desde o início da pandemia, aponta pesquisa realizada pela Tetra Pak. Com parte da população passando mais tempo em casa, o consumo de queijo pelos brasileiros assistindo à TV aumentou 36%; acompanhando uma bebida, 35%, e, em lanches, 35%. A empresa possui uma divisão de processamento de alimentos e bebidas, que atende a empresas de queijos.

Se joga

Apesar do recuo de algumas empresas do agronegócio que pretendiam fazer IPO (oferta inicial de ações) neste início de ano na B3, a XP espera que até 15 companhias abram capital entre 2021 e 2022. Dos oito pedidos de análise protocolados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) neste ano, somente dois se concretizaram, Jalles Machado e Boa SafraAs outras seis companhias adiaram a decisão mas podem retornar ainda em 2021, diz Pedro Freitas, sócio e chefe de Agronegócio e Consumo no Banco de Investimentos da XP.

Bons ventos

Os "ganhos expressivos” de empresas do setor na B3 estão entre os atrativos para investidores, explica Freitas. As ações da SLC Agrícola acumulam valorização de 91% neste ano e as da BrasilAgro, 26%. Ele também observa uma alta demanda dos investidores por entender o agro e se aproximar das empresas. “O investidor tem tido uma boa experiência com ações do setor. Faz todo o sentido para os gestores diversificarem as carteiras com um segmento com boa perspectiva de médio prazo e que tem trazido retorno.”

De olho lá fora

A startup brasileira Fine Instrument Technology (FIT) mais que triplicou o número de mercados para os quais exporta seu equipamento de ressonância magnética SpecFit, usado por agroindústrias de óleo e alimentos. A empresa tem agora contratos com importadores de 19 países. Segundo Daniel Consalter, diretor de Tecnologia da FIT, a exportação já representa 86% das vendas de 2021, ante 55% em 2020. A perspectiva é fechar o ano com 70% de participação das vendas externas, em virtude do crescimento projetado também para o mercado interno, onde a empresa vai diversificar a atuação para nutrição animal e produtos cárneos.

Bem-sucedida

A Trimble, que desenvolve soluções de agricultura de precisão, viu dobrar o movimento em sua feira virtual. A segunda edição do evento no Brasil, realizada na última quinta-feira (27), atraiu mais de 7 mil visitantes, ante 3.580 do ano passado. Foram mais de 13 mil acessos à plataforma, frente a 6.993 em 2020. “Observamos também um aumento expressivo na prospecção de negócios”, comenta José Bueno, diretor comercial da Divisão Agrícola para a América Latina. Ao longo do ano, eventos similares devem ser realizados na Hungria, Romênia, Bulgária, Rússia, Estados Unidos e Suécia. 

Veio para ficar

As primeiras edições virtuais da feira foram organizadas pela Trimble como alternativa aos tradicionais eventos agropecuários, cancelados por causa da pandemia da covid-19. Mesmo com a possibilidade de retomada destes eventos presenciais no futuro, a empresa pretende prosseguir com o formato digital. “O online nos permite alcançar agricultores distantes que não conseguiriam participar de uma feira presencial”, diz o executivo. 

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