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Verdemed pede autorização à Anvisa para ter dois medicamentos canábicos no Brasil

Empresa busca baratear e popularizar uso de remédios à base de cannabis no País; companhia fundada por ex-Bombril no Canadá também está em busca de captação de aportes

Bruno Capelas, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2020 | 15h51

Fundada em 2018 no Canadá, a empresa de medicamentos à base de cannabis Verdemed entrou com pedido de autorização na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para registrar dois remédios canábicos no País. O primeiro pedido, feito em setembro, é para uma fórmula mista de canabidiol (CBD) e THC; o segundo, realizado em outubro, é de um remédio à base apenas de CBD. Os dois produtos foram desenvolvidos no Canadá pela companhia, fundada pelo ex-presidente executivo da Bombril no Brasil, José Bacellar

A expectativa da empresa é ter a liberação dos remédios para produção em 2021 - aqui no Brasil, a Verdemed já possui uma filial aprovada pela Anvisa para a importação de medicamentos controlados. Segundo Bacellar, a expectativa da empresa é baratear os custos atuais cobrados por remédios canábicos, hoje muitas vezes comprados pelo governo a peso de ouro no exterior após determinações judiciais. “Não se pode chamar de genérico, porque não é o caso, mas o raciocínio que temos é bastante parecido”, explica o executivo. 

Além disso, a intenção da Verdemed é executar testes clínicos no Brasil para aproveitá-los para comercializar os remédios em toda a América Latina, com utilizações para tratamentos de epilepsia, espasmos musculares e distúrbios de ansiedade e do sono. Para isso, a empresa pretende captar uma nova rodada de aportes, em torno de US$ 6 milhões, até o fim do ano.

Na primeira rodada de investimentos da empresa, em março de 2019, a companhia captou US$ 6,7 milhões. Segundo o executivo, a intenção da empresa é ter foco no mercado latino, a partir do contato com a tecnologia de ponta atual na América do Norte. “Estamos planejando uma abertura de capital no Canadá para daqui a um ou dois anos”, diz o executivo ao Estadão

Para o futuro, a meta da empresa é conseguir uma licença também para importar a matéria-prima de forma legal e fabricar os medicamentos no Brasil, o que permitiria um barateamento ainda maior dos custos. “Em cinco anos, prevemos faturar entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões, com uma avaliação de mercado que pode ficar em torno de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões”, projeta Bacellar. 

Na visão do executivo, o mercado precisa sair do debate ideológico a respeito da utilização de cannabis como matéria-prima para medicamentos. “Para azar dos terraplanistas e desespero dos proibicionistas, há evidências que, sim, o canabidiol pode tratar doenças como epilepsia infantil. E não consigo imaginar um pai que prefira que o filho tenha um ataque epiléptico em vez de tomar um remédio”, diz.

Ele faz a ressalva, porém, de que a substância não é uma panaceia universal. “Cannabis não vai curar câncer, não vai ser a última cocada do pacote, mas poderá ter indicações específicos de problemas não resolvidos, e isso é um avanço.”

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