Brendan Mcdermid/Reuters
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Versão mais suave da política de preços pode não prejudicar Petrobrás, diz S&P

Em relatório, agência de classificação de risco afirma que, por manter uma posição 'quase monopolista', estatal não é imune à volatilidade macroeconômica e às mudanças políticas no governo

Equipe AE

19 Junho 2018 | 15h35

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings disse nesta terça-feira que a história mostra que a Petrobrás "não é imune à volatilidade macroeconômica do País e às mudanças na política do governo". Afirmou, também, que uma versão mais suave da política de preços "pode não necessariamente prejudicar o desempenho da empresa". Os comentários foram feitos em relatório da S&P intitulado "A Petrobrás tem combustível para sustentar sua política de preços de mercado?".

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No documento, a agência afirma que, por deter uma posição "quase monopolista" no setor de refino brasileiro, a Petrobrás "tem sido, às vezes, usada para mitigar a inflação". De acordo com a S&P, o debate sobre a durabilidade da política de preços da estatal vem aumentando "especialmente na esteira da recente greve dos caminhoneiros".

A agência lembra que a greve paralisou a entrega de mercadorias à população e a empresas e levou o governo a ceder a exigências dos sindicatos e fez com que a Petrobras reduzisse os preços do diesel em 10%.

"Em nossa opinião, uma política de preços de combustíveis que esteja alinhada aos preços globais é construtiva para o perfil financeiro da Petrobrás", disse a S&P, que comenta que há suporte a uma maior geração de fluxo de caixa, visibilidade, lucratividade e melhor reputação.

No entanto, a agência ressalta que uma versão mais suave da política de preços "pode não necessariamente prejudicar o desempenho da empresa, especialmente se regras claras de compensação e ajustes forem definidas, com visibilidade mais ampla".

A S&P disse, ainda, que os ratings da Petrobrás permanecem inalterados.

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