Versões sobre acordo no G-20 são divergentes

Às vésperas da reunião ministerial do G-20, em Paris, as versões divergem sobre um acordo a respeito da pauta prioritária do evento: a definição de indicadores de desequilíbrio macroeconômico. Na Alemanha, negociadores informaram que um acordo será firmado sobre cinco itens: saldo de contas correntes, taxas de câmbio reais, reservas de câmbio, déficit e dívida pública e poupança privada.

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2011 | 00h00

O acordo sobre os indicadores é o objetivo número 1 do G-20 ministerial de Paris, já que o governo francês avalia a criação do critério como base para as demais discussões. Até a segunda-feira, porém, as discussões ainda prosseguiam sem um denominador comum, segundo admitiu a ministra de Economia da França, Christine Lagarde.

Ontem, a agência de notícias Dow Jones publicou extratos de um rascunho do que seria o comunicado final do G-20 ministerial. Nesse texto provisório, os ministros afirmam que houve acordo sobre um "conjunto limitado" de indicadores de desequilíbrio macroeconômico, mas não dizem quais. Na prática, isso significaria que os critérios podem não ser definidos até sábado - postergando mais uma vez uma decisão já adiada em novembro de 2010, pela cúpula de Seul. O documento afirma que uma posição definitiva deverá ser encontrada até a reunião ministerial de abril, em Washington.

O texto também considera preocupantes as manifestações de desequilíbrio mundial. "Enquanto a maior parte das economias desenvolvidas está observando um modesto crescimento e um alto desemprego persistente, as economias em desenvolvimento apresentam crescimento robusto, parte delas com sinais de superaquecimento", diz o documento provisório.

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