Vésper: direitos do usuário são discutidos

A operadora de telefonia Vésper, que atravessa situação difícil nos últimos meses (leia mais a respeito no link abaixo), afasta a possibilidade de complicações financeiras maiores. Mas se isso acontecer, o governo não protege os usuários da empresa, que em caso extremo poderão ficar sem telefone. É o que informou a Assessoria de Imprensa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "O processo de privatização das teles determina que somente os usuários das empresas concessionárias - como Telefônica, Embratel, Telemar - possuem a garantia do serviço de telefonia por parte do governo. Para empresas-espelho, como a Vésper, não existe essa proteção." Por isso, a Anatel recomenda aos usuários que acompanhem a saúde da empresa, para evitar sustos. O Procon-SP tem uma orientação diferente do parecer da Anatel. A assessora da diretoria do órgão, Elisete Miyasaki, afirma que a Anatel tem obrigação de evitar que a situação chegue a um estágio de risco para o usuário. "Se a Vésper não cumpre as metas acertadas com a Anatel, é dever da Agência fazer de tudo para que os direitos do consumidor sejam respeitados", afirmou a assessora. Caso continuem os problemas com a Vésper, o Procon pode chamar a empresa para resolver a situação com os consumidores, como já aconteceu com a Telefônica e a Embratel quando as queixas dispararam no Procon, há mais de um ano. Segundo a assessora do Procon, até as multinacionais detentoras do controle acionário da Vésper - VeleCom, BCI e Qualcomm - podem ser cobradas por possíveis problemas na oferta de serviços. Elisete Miyasaki afirma que as queixas referentes ao sistema de telefonia lideram as reclamações enviadas ao Procon. Valores de conta, sinal ruim e serviços não atendidos são os itens mais citados por quem reclama através do órgão.

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