André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Veto à correção do IR em 6,5% penaliza trabalhador, diz líder do DEM

Autor da emenda vetada pela presidente Dilma, deputado Mendonça Filho acredita que decisão pode ser derrubada pelo Congresso

Ricardo Brito , Agência Estado

20 de janeiro de 2015 | 12h27

O líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE), criticou nesta terça-feira, 20, a decisão da presidente Dilma Rousseff de vetar a emenda, apresentada por ele, que corrige em 6,5% a tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física, proposta na Medida Provisória 656.  

A emenda de Mendonça Filho foi aprovada no fim do ano passado em votação simbólica na Câmara e no Senado. O valor corresponde à projeção da inflação para o período de 2014, que foi exatamente o teto da meta do governo.  


"Vetar essa correção próxima ao valor final da inflação de 2014 é exigir que, mais uma vez, o trabalhador seja penalizado com a situação econômica do País. O governo retira mais gente da isenção para inchar ainda mais suas receitas do jeito mais fácil: apertando ainda mais o contribuinte", protestou o líder, em nota.  

Em entrevista à reportagem, Mendonça Filho afirmou acreditar que há um "chance bastante razoável" para que o veto de Dilma seja derrubado pelo novo Congresso. O líder do DEM lembrou que a apreciação dos vetos agora é realizada em votação aberta e há, segundo ele, um clima de muita insatisfação política e na população, com a presidente tomando medidas ao contrário do que defendeu durante a campanha eleitoral.  

"Ninguém está falando de algum absurdo, está se corrigindo a tabela pela inflação. Não é nem a atualização dos 60% de defasagem da tabela. O governo está aumentando a tributação sobre uma faixa do assalariado que não pagava imposto", disse.

Tudo o que sabemos sobre:
ir, imposto de renda

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.