Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Via Varejo diz que Saul Klein 'nunca possuiu vínculo com a companhia'

Segundo reportagem da 'Folha', membro da família fundadora da Casas Bahia, principal marca do grupo, é acusado de estupro e aliciamento de mulheres

Niviane Magalhães, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2020 | 09h48

Em resposta à notícia divulgada pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, que apontou Saul Klein, um dos herdeiros da Casas Bahia, como acusado de estrupro e aliciamento de 14 mulheres, a gigante Via Varejo – dona da Casas Bahia e do Ponto Frio – afirmou que Sul, de 66 anos, nunca possuiu qualquer vínculo com a companhia. 

A Via Varejo ressaltou que a companhia é uma corporação sem acionista controlador ou bloco de controle definido. No entanto, a família Klein é a maior acionista do negócio.

Segundo a publicação, os crimes teriam ocorrido durante festas do empresário que reuniam dezenas de garotas em sua casa desde 2008. As supostas vítimas afirmaram que eram procuradas por aliciadores em redes sociais e outros canais, com uma falsa proposta de contratação por parte de uma empresa e eram conduzidas a uma apresentação, chamada de “teste”, na qual precisavam se exibir de biquínis ou roupa íntima para Saul em um flat. À Folha, os advogados de Saul negaram as acusações.

As mulheres esperavam ser contratadas para eventos realizados nas propriedades do empresário, para receber de R$ 1 mil a R$ 3 mil. Conforme a denúncia, os eventos contavam com 15 a 30 mulheres, que eram forçadas a ficar o tempo todo de biquíni e realizar atos sexuais com o empresário. As mulheres também eram obrigadas a ingerir droga e permaneciam trancadas e vigiadas.

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