Viagem completa ciclo da política externa, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a viagem à Coréia e ao Japão, encerrada sábado, completou o ciclo da política externa brasileira. "Eu penso que nós conseguimos completar um ciclo na nossa política externa. Um ciclo que vem dando resultados extraordinários". O presidente lembrou que o País tem uma balança comercial com o Japão da ordem de US$ 5,6 bilhões, e com a Coréia da ordem de US$ 3,2 bilhões. "Nós achamos que pelo potencial do Brasil e dos dois países, poderemos ter uma balança comercial muito mais produtiva para que eles possam comprar mais produtos brasileiros e termos mais acordos no campo científico e tecnológico", afirmou Lula em seu programa quinzenal Café com o Presidente. Ele destacou as discussões com os governos japonês e sul-coreano sobre a venda de álcool brasileiro. Lembrou que, assim como o Brasil, o Japão aderiu ao Protocolo de Kyoto, em que os países se comprometeram a reduzir a emissão de gases que destroem a camada de ozônio. "O Japão vai precisar colocar um aditivo menos poluente na gasolina. Nós, aqui no Brasil, colocamos até 25% de álcool na gasolina e o carro funciona normalmente. O Japão deve começar com 3% e a Coréia também precisa começar e o mundo inteiro vai ter de começar. E ninguém pode competir com o Brasil na produção de álcool combustível. O Brasil tem muito mais potencial, tem tecnologia já há 30 anos. E nós fomos lá para tentar convencê-los. Fomos discutir a questão do biodiesel com eles, levamos as garrafinhas do biodiesel para entregar, para saber o que nós poderemos produzir", disse. O presidente afirmou também que o Brasil quer a parceria do Japão e da Coréia do Sul na realização de projetos importantes como nas áreas de siderurgia e desenvolvimento de pesquisa. Lula disse ainda que o Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul, o equivalente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), deve abrir uma agência de investimentos no Brasil. Segundo ele, na visita, o Brasil mostrou que não é apenas um país agrícola, mas que tem também produtos industrializados. "Eles precisavam saber que o Brasil não é apenas produtor de soja, ou de café, ou de milho, ou de algodão ou de açúcar ou de álcool. Não, eles precisavam saber que o Brasil produz coisas de alto valor agregado, como por exemplo na indústria aeroespacial. Temos competitividade na área de software e capacidade de discutir com eles a questão da biotecnologia", afirmou. As informações são da Radiobrás.

Agencia Estado,

30 Maio 2005 | 08h28

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