Viagem e álcool foram os vilões da inflação de janeiro em SP

Viagem e álcool foram os vilões da inflação de janeiro em São Paulo. Os dois itens são as maiores altas individuais do Índice de Preços do Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, (IPC-Fipe) na terceira quadrissemana do mês. Juntos, estes dois itens contribuíram para a inflação de 0,62% do período - a menor na comparação desde 2001 (0,39%) - com um impacto de 0,16 ponto porcentual. O álcool avançou 11,83%. Já o serviço viagem (excursão), na terceira pesquisa deste mês, subiu 13,61%. Apesar da representatividade, ambos já começam a mostrar desaceleração. "A boa notícia é que estes dois itens começaram a dar lugar para o grupo Educação", disse o coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti.Segundo ele, a variação dos preços deste grupo deve ficar abaixo da expectativa. Inicialmente, o economista previa uma contribuição de 0,21 ponto porcentual para a inflação estimada em 0,60% para janeiro, mas hoje afirmou que a participação do grupo na inflação de São Paulo, neste mês, não será tão grande por duas razões.A primeira, segundo ele, é porque o reajuste dos preços das mensalidades dos cursos universitários demorou mais para chegar ao consumidor do que o previsto. Isto fará com que um pedaço do impacto deste item, ainda que pequeno, seja registrado apenas em fevereiro. O segundo ponto é que a estimativa da Fipe, de contribuição de 0,21 ponto porcentual, levava em consideração um reajuste médio de 8% das mensalidades em todos os níveis de ensino. "Hoje, sabemos que os reajustes estão mais próximos de 7,5% do que de 8%", afirmou.Na ponta ao consumidor, quando a comparação é feita da terceira semana de janeiro, em relação à terceira semana de dezembro, a Fipe detectou, em média, as seguintes altas: 7% para Pré-escola, 7,4% para os ensinos Médio e Superior e 7,7% para Ensino Fundamental.Alimentação em quedaDos dez itens que mais contribuíram com baixas para o IPC da terceira quadrissemana de janeiro, nove pertencem ao grupo Alimentação. Entre os destaques, estão o tomate, com queda de 22,35%; frango, com redução de 4,86%; acém, menos 5,89%; e leite longa-vida, menos 2,62%. Para Picchetti, o grupo alimentação deve voltar a ceder no fechamento do mês. "Temos visto um ziguezague deste grupo nas últimas semanas, com o sobe-e-desce dos preços vários itens que o compõem", comentou.

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