Viagens internacionais provocam rombo de US$ 813 milhões

Resultado é o pior da série histórica para o mês de agosto, e o acumulado em oito meses é também o pior para o período

Fabio Graner, Fernando Nakagawa / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

BRASÍLIA

O rombo gerado pela conta de viagens internacionais somou US$ 813 milhões no mês passado, o pior mês de agosto da série histórica. No acumulado em oito meses - de janeiro a agosto -, o saldo negativo ficou em US$ 6,02 bilhões, também pior para o período da série histórica. Com a crescente saída de brasileiros para visitar o exterior, que tem levado a constantes recordes de saldo negativo nessa conta, o BC elevou de US$ 8 bilhões para US$ 10 bilhões a estimativa de déficit gerado na conta turismo. Para 2011, a autoridade monetária trabalha com expectativa de saldo negativo ainda maior, de US$ 11,5 bilhões.

Em setembro, até ontem, os dados preliminares do BC mostram um déficit com viagens que já soma US$ 719 milhões no mês. Faltando ainda mais de uma semana para o fim do mês, o saldo negativo do mês já é maior que o verificado em todos outros meses de setembro da série histórica, iniciada em 1947. Até agora, o pior setembro da história era o de 2008, quando o rombo de viagens somou US$ 658 milhões. No ano passado, em 2009, setembro teve déficit de US$ 652 milhões.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, destacou que o setor de turismo ganhou muita importância na história recente.

"Você tem a ascensão das classes sociais de mais baixa renda. Tudo isso leva a crescimento expressivo de turistas brasileiros, sem contrapartida de gasto com estrangeiro no Brasil, por conta do comportamento da economia mundial, que não tem taxas de crescimento tão expressivas", disse Altamir Lopes. Para 2011, ele espera que esse fenômeno continue.

Altamir divulgou ainda dados preliminares sobre o pagamento de outros itens em setembro. No mês até ontem, o pagamento de aluguel de equipamentos somou US$ 572 milhões, refletindo, o aumento nos investimentos na economia brasileira.

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