Viagens: passageiro deve confirmar reserva

Muitas vezes a agência pode vender uma passagem verdadeira para quem vai viajar, mas, na hora em que o consumidor chega no aeroporto, descobre que a reserva não foi feita ou não está confirmada e que ele só poderá viajar quando houver um assento vago para o bilhete que ele comprou, o que poderá acontecer só após alguns meses. Para evitar esse transtorno, há diversas providências que devem ser tomadas.O mais importante é, antes de pagar a passagem, ligar para a companhia aérea em que vai voar e perguntar se a emissão do bilhete e a reserva foram feitas e conferir se está no nome da agência em que comprou e em seu nome. As empresas muitas vezes se recusam a fornecer essa informação, pelo sigilo que guardam com as agências de viagem. Mas o consumidor deve insistir, alegando que pergunta para evitar cair em algum golpe e, caso não tenha seu pedido atendido, deve dizer que não comprará a passagem.Após obter a confirmação ele pode pagar, de preferência com o cartão de crédito ou financiamento, pois os golpistas normalmente preferem pagamentos à vista. Os cuidados não acabam aí. Deve-se sempre exigir nota fiscal e, em seguida, ligar novamente para a companhia solicitando novamente essas duas informações: se a emissão da passagem foi feita e se a reserva está confirmada. Também deve se informar se a passagem emitida já foi enviada à agência. O passageiro deve sempre controlar com rigor os prazos informados pela companhia aérea junto à agência de viagens.Compra em agência nem sempre vale a penaO consumidor também deve ter em mente, até por uma questão de economia, que pode fazer sua própria pesquisa de mercado e comprar diretamente na empresa aérea. Hoje em dia, os descontos oferecidos nas agências na grande maioria das vezes também são oferecidos diretamente nas centrais das companhias aéreas.As vantagens de comprar uma passagem em agências de viagem são que, poucas vezes, elas podem ter um desconto melhor -daí a importância da pesquisa incluir também as agências. Elas também têm mais opções de data e conseguem encaixar um passageiro com mais facilidade em vôos concorridos. Outra vantagem é para quem não mora nas grandes cidades do País, pois as companhias aéreas têm poucas lojas. As agências também vendem outros produtos, como pacotes, hospedagem, aluguel de carros, seguros etc.Justiça deve ser acionada em caso de problemasCaso a agência não cumpra o que prometeu, ou seja, caso o consumidor seja impedido de embarcar no dia e no vôo estabelecidos, ele deve procurar algum órgão de defesa do consumidor, como o Procon, ou até a Justiça.Técnico de programas especiais do Procon-SP, Róbson Campos informou que o consumidor é vulnerável a esse tipo de ação das agências e que, portanto, ele deve ficar atento. "Se o fornecedor recusar-se a cumprir aquilo que foi estabelecido, o consumidor deve forçar esse cumprimento por meio da Justiça, exigindo a prestação de serviço ou equivalente ou o cancelamento do contrato, com ressarcimento por perdas e danos."Para poder fazer valer seus direitos, o consumidor deve guardar toda a documentação do caso, com nota fiscal, contrato e propaganda da agência ou companhia aérea. "Uma informação essencial que ele deve receber é sobre o período de validade da reserva", disse. Campos também informou que o consumidor deve exigir as informações por escrito. "A informação é um direito básico do consumidor", disse.Veja, no link abaixo, matéria sobre passagens aéreas falsificadas. Veja também a cartilha de viagens internacionais, com dicas para quem pretende viajar ao exterior e informações sobre maneiras de economizar tempo e dinheiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.