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Vice-chanceler faz propostas para câmbio de Brasil e Argentina

O vice-chancelar argentino, Martín Redrado, disse que apresentou hoje ao governo brasileiro a idéia de criar o Instituto Monetário do Mercosul, destinado a trabalhar com duas idéias relativas ao sistema cambial do Brasil e da Argentina. Segundo ele, a primeira idéia apresentada é a de ampliação do Convênio de Crédito Recíproco (CCR) dos dois países, de forma a permitir a criação de uma moeda única nos dois países, secundária, para as transações comerciais e o turismo bilaterais.Durante a campanha presidencial brasileira do ano passado, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva fez referência várias vezes, em seus discursos, a essa mesma idéia, chamando-a de "moeda verde", que seria restrita ao comércio de produtos agropecuários. Ao explicar esse mecanismo, Redrado o citou, brincando, como "o patacón do Mercosul".A segunda idéia a ser analisada pelo Instituto Monetário do Mercosul, segundo Medrado, é a de criação de um sistema de bandas para o câmbio real do Brasil e da Argentina. Redrado disse ter apresentado essa idéia hoje pela manhã ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e relatou que este afirmou que Brasil e Argentina devem "avançar" no estudo desses assuntos.Redrado disse que discutiu a proposta também com o secretário-geral das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, durante almoço no Itamaraty.Assessores do Banco Central reafirmaram à Agência Estado a declaração do presidente do BC, Henrique Meirelles, de que desconhece a existência de um debate entre Brasil e Argentina sobre criação de um sistema de bandas para o câmbio real dos dois países - como anunciou Redrado. No domingo, Meirelles disse que o Brasil e o BC não trabalham com metas de câmbio e sim com metas de inflação e que o arcabouço da economia brasileira não contempla nenhum tipo de banda ou de meta para o câmbio.

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