Foto: Bloomberg photo by Qilai Shen (20/03/2018)
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Vice-premiê da China planeja viagem aos EUA para continuar negociações comerciais

Liu He deve se encontrar com o representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, nos dias 30 e 31 de janeiro

Redação, O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2019 | 03h45

PEQUIM -  O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, está planejando uma viagem aos Estados Unidos para dar continuidade às negociações comerciais. Segundo fontes, reuniões de Liu com o representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, devem ocorrer nos dias 30 e 31 de janeiro. Mas o plano pode ser adiado por causa da paralisação parcial do governo americano.

A nova rodada de negociações daria prosseguimento às conversas que aconteceram entre segunda-feira e quarta-feira desta semana em Pequim. Negociadores dos dois lados cobriram uma gama de questões, incluindo aumento da compra de produtos americanos pela China, maior abertura do mercado chinês aos EUA, melhoria da proteção da propriedade intelectual americana e redução dos subsídios chineses às empresas locais.

Os representantes americanos ainda pressionaram Pequim a assegurar que vão cumprir suas promessas. Autoridades dos EUA reclamaram da falta de comprometimento de Pequim no passado, citando que as barreiras para negócios estrangeiros cresceram na China no decorrer dos anos.

Segundo fontes, nos três dias de diálogo na capital chinesa, houve progresso em relação à importação de mais produtos americanos e à abertura do mercado chinês aos EUA, mas a negociação ainda está emperrada no que tange à redução dos subsídios do país asiático. Contudo, os dois lados concordam que houve progresso suficiente para dar continuidade às negociações.

Os dois países acordaram uma trégua em sua disputa comercial até dia 1º de março. Se eles não chegarem a um acordo até essa data, o governo americano disse que vai aumentar de 10% para 25% as tarifas de importação sobre US$ 200 bilhões de produtos chineses, um movimento que autoridades da China dizem que pode afetar bastante o já fraco crescimento do país. /DOW JONES NEWSWIRES

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