Vice-presidente do BC da Espanha pede rapidez nas reformas bancárias

Bancos debilitados têm cortado os volumes de crédito rapidamente nos últimos meses, ampliando a pressão sobre a economia da Espanha, que já está em contração

Danielle Chaves, da Agência Estado,

24 de abril de 2012 | 08h35

O Banco Central da Espanha pediu que o debilitado setor bancário do país implemente rapidamente uma série de reformas destinadas a sustentar seus balanços patrimoniais, que têm sido prejudicados por profundas perdas com ativos imobiliários.

Em uma conferência em Madri, o vice-presidente do Banco da Espanha, Javier Ariztegui, afirmou que o sistema bancário espanhol precisa "finalizar suas reformas no menor tempo possível" para estar em posição de aumentar sua capacidade de empréstimos.

Os bancos debilitados têm cortado os volumes de crédito rapidamente nos últimos meses, ampliando a pressão sobre a economia da Espanha, que já está em contração. Os empréstimos totais caíram 3% no ano em fevereiro, segundo dados do banco central.

Ariztegui reiterou que cerca de € 54 bilhões estão sendo usados como colchão para proteção contra perdas com os ativos imobiliários dos bancos espanhóis. O governo ordenou que os bancos aumentem o colchão de capital em € 16 bilhões, enquanto € 38 bilhões foram separados como provisões contra insolvências.

O setor bancário da Espanha está sofrendo conforme aumenta o nível de empréstimos inadimplentes, que atingiram 8% do crédito total em fevereiro, o nível mais alto em 17 anos. Os empréstimos inadimplentes subiram acompanhando a desaceleração econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) do país teve contração de 0,4% no primeiro trimestre deste ano, sobre o quarto trimestre, colocado o país em uma recessão técnica. As informações são da Dow Jones.

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