Vice-presidente do Parlamento do Mercosul é barrado

O vice-presidente do Parlamento do Mercosul, o paraguaio Ignacio Mendoza Unzaín, foi impedido de entrar nas reuniões do Parlasur ontem, em Mendoza, que estão sendo realizadas paralelamente à Cúpula do Mercosul. Unzaín falou alto e reclamou diante da imprensa. A cena pode voltar a se repetir após a reunião que os presidentes do Mercosul terão nesta manhã, onde assinarão um documento para ampliar a atual suspensão do Paraguai das reuniões do bloco regional e de seu processo decisório.

MARINA GUIMARÃES, ENVIADA ESPECIAL, Agencia Estado

29 de junho de 2012 | 11h54

Unzaín tentou entrar nas reuniões apesar de seu país ter sido suspenso desde o domingo passado, como punição pelo processo sumário de impeachment de Fernando Lugo, sem direito à defesa. Antes dele, na segunda-feira, o novo governo de Federico Franco também enviou sua delegação para tentar furar o esquema de segurança da Cúpula do Mercosul e participar das reuniões preparatórias. Porém, os técnicos não puderam entrar.

A partir de agora, o governo de Franco terá de se acostumar a ser barrado nas reuniões do Mercosul e, provavelmente, da Unasul também. Logo após a Cúpula dos Presidentes, que será realizada nesta manhã, os 12 países da Unasul vão se reunir, a partir de 15h30, para anunciar sanções ao Paraguai.

Os presidentes também devem anunciar hoje a criação de uma comissão formada por chanceleres para investigar o processo de destituição de Lugo e analisar as implicâncias legais de manter o Paraguai suspenso do bloco. O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, explicou que a comissão será um grupo de trabalho liderado pelos chanceleres. A Unasul também deve fazer parte desse grupo.

Patriota não informou ontem qual é o período de validade da suspensão do Paraguai, mas fontes diplomáticas de diferentes países disseram à Agência Estado que o prazo irá até a realização de eleições no país e a posse do presidente eleito pelo voto popular. As eleições paraguaias estão previstas para abril de 2013.

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