Vice-presidentes do Bird elogiam políticas brasileiras

Dois vice-presidentes do Banco Mundial elogiaram as políticas do governo brasileiro no seminário "Desenvolvimento com Justiça Social", que está sendo realizado na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O vice-presidente do Banco para América Latina e Caribe David de Ferranti afirmou que as políticas que estão sendo conduzidas pelo governo Lula são positivas em dois pilares o econômico, que está restaurando a confiança do mercado para ativar a macroeconomia e o social, na luta contra a pobreza e a favor de metas sociais. Tanto Ferranti quanto o economista-chefe e vice-presidente sênior do Banco Mundial François Bourguignon, elogiaram o programa Bolsa Família. De acordo com Bourguignon, os programas de distribuição de renda são melhores quando estimulam investimentos e a acumulação de capital. No caso do Bolsa Família, ele considera que estas condições ocorrem porque há desenvolvimento de capital humano. Ele também elogiou a distribuição de renda feita por programas como de microcrédito. Segundo o economista, desta forma, a distribuição de renda pode ajudar inclusive o crescimento do País, porque aumenta os investimentos e o mercado consumidor. Ferranti e Bourguignon consideraram importante também o andamento da Reforma da Previdência. "A questão da Previdência parece resolvida ou parcialmente resolvida", disse Bourguignon. Segundo Ferranti o Brasil tem feito muitos progressos nos últimos dez anos quanto à educação, mas precisa ainda de uma reforma na qualidade da educação. Questionados sobre o acordo do Brasil que está sendo negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), os economistas do Banco Mundial disseram que o governo brasileiro é bem visto no FMI e o Brasil está sabendo aproveitar isso. Eles também destacaram que as negociações são para um acordo de precaução. Quando questionados sobre a possibilidade de excluir da conta de superávit primário os investimentos, os economistas mostraram que esta questão é delicada. Ferranti passou a palavra a Bourguignon, que lembrou que além do governo e do fundo, existe um terceiro ator que é o mercado. De acordo com ele, a avaliação do mercado também é importante. Bourguignon ressaltou ainda que o Brasil tem potencial de crescimento mas que para maximizá-lo, o País deve investir em infra-estrutura.

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