Mariana Machado/Estadão
Mariana Machado/Estadão

Vidalink, de CVS e Martins, quer ir além dos remédios

Com aumento dos custos dos planos, empresa de gestão de medicamentos cria estrutura para atuar na prevenção de doenças

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2019 | 05h00

A empresa de programas de benefício de medicamentos Vidalink, que tem como sócios o grupo americano CVS Health e o atacadista Martins, tem passado por várias transformações ao longo dos anos. Até 2017, a empresa conseguia descontos de 20% a 30% com indústrias e varejo farmacêutico e repassava aos funcionários das 200 clientes que atende. Depois, organizou um sistema no qual as empresas passaram a subsidiar os gastos com medicamentos de seus empregados. Agora, quer se transformar também numa welltech, como são chamadas as empresas de forte base tecnológicas voltadas ao bem-estar. 

No mês passado, a empresa, que deve faturar este ano R$ 50 milhões, lançou o seu aplicativo. Inicialmente serão oferecidos descontos na compra de alimentos funcionais. “Por que as empresas não podem subsidiar a compra desses alimentos, como acontece com medicamentos?”, diz Luis González, presidente e cofundador da Vidalink.

Nessa nova fase, o objetivo da empresa é atuar na prevenção de doenças. Entre outras ferramentas, o aplicativo terá um assistente virtual voltado ao diabético, com dicas, teste e monitoria, por exemplo. “Teremos um time de profissionais que acompanha a pessoa”, diz González. Até o fim do ano, a intenção é oferecer serviços ligados à saúde mental. A médio prazo, serão acrescentadas ginástica e terapias alternativas no aplicativo.  Para Rodrigo Abdo, sócio-diretor da Setrus, consultoria especializada em saúde, as empresas do setor estão passando por profundas transformações por conta do aumento de custos. “Os serviços de saúde sobem muito mais do que a inflação”, afirma. Por isso, a preocupação crescente com prevenção de doenças.

É exatamente nesse cenário que despontaram as welltechs. Para Abdo, o desafio dessas companhias é manter o engajamento do usuário, que pode desistir de ser monitorado. “A cada etapa do processo há perdas”, diz. 

Já o consultor da empresa de inovação corporativa Startadora, Vinícius Machado, essa é uma forma inteligente de de ir adiante nessa área. Segundo ele, Facebook e Google lançaram aplicativos para saber quantas horas do dia são gastas no mundo digital e se isso afeta a qualidade de vida, por exemplo. 

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