Videolocadora vende vinho para sobreviver

Uma pesquisa do sindicato das videolocadoras de São Paulo apontou que no Estado 900 empresas fecharam as portas em cinco anos, restando 1,9 mil sobreviventes. O negócio perdeu espaço para a pirataria e o download e agora enfrenta concorrentes como a Netflix, que oferece um serviço que permite ao usuário da internet assistir a filmes diretamente na televisão.

O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2011 | 03h05

Por isso, quem ainda se mantêm no mercado precisou mudar. Além da locação de DVDs, ganharam espaço as vendas de brinquedos, comida, sorvete e até vinhos. Foi o caso da 100% Vídeo. "Comecei a incrementar a loja com alguns produtos", conta Carlos Augusto, fundador do negócio, que também fechou parcerias com franquias para dividir o espaço das locadoras com lanchonetes e livrarias.

Enxergar uma oportunidade onde os concorrentes só percebem problemas, aliás, foi a principal vantagem da ex-dentista Cristina Gonçalves. Ela não abriu apenas uma pet shop, mas um verdadeiro complexo com hotel, clínica veterinária, centro de estética, butique e serviço de adestramento. Tudo é diferente, até o nome: Vila dos Cães. "Ainda há muito espaço para pet shops mais sofisticadas"

Atuando em um setor diferente, Simone Núnez apostou em estratégia semelhante. A empresária administra uma loja de produtos para festas infantis que conta também com serviços de buffet, recreação e locação de brinquedos. Em vez de manter um buffet ela decidiu levar a comodidade da festa para a casa do cliente. "É um mercado que não para de crescer", comemora.

Descubra como vencer quando se enfrenta muitos concorrentes

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