Dado Ruvic/Reuters
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Youtube vai adotar controle mais rígido sobre propaganda em vídeos

Mercado publicitário tem sofrido com exibição de propagandas em vídeos impróprios, prejudicando a imagem das marcas

The New York Times

18 de janeiro de 2018 | 16h25

A evolução do YouTube de site com inúmeros vídeos engraçados e tutoriais para um possível substituto da televisão tem preocupado o mercado publicitário. Com a crescente exposição de marcas nos canais mais populares, surgiu um problema: diversas propagandas aparecem vinculadas a vídeos extremistas, violentos e com outros conteúdo reprováveis.

Assim, o YouTube precisou adaptar-se e criar novas políticas que dão aos anunciantes mais controle sobre a localização dos anúncios e garantias adicionais de que todo o conteúdo veiculado no site passará por um rigoroso processo de seleção.

Na terça-feira, 16, o YouTube anunciou que mudou o limite de propagandas que podem ser aceitas em cada vídeo e também prometeu maior supervisão humana em seus conteúdos mais populares. 

"Não há como negar que 2017 foi um ano difícil, com várias questões que afetam nossa comunidade e nossos parceiros de publicidade", escreveu Paul Muret, vice-presidente do Google, na publicação. 

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Recentemente, o vídeo de um cadáver pendurado em uma árvore no Japão foi postado por um youtuber, dono de um canal que recebia anúncios. O fato demonstrou que o policiamento da plataforma é falho.

O YouTube afirmou que seu Programa de Parceiros aceitará anúncios apenas para criadores de vídeos cujo conteúdo tiver mais de 4 mil horas de exibição nos últimos 12 meses e pelo menos mil assinantes no canal. Estima-se que um vídeo de 4 minutos assistido por mais de 60 mil pessoas provavelmente superaria tal quantidade de exibições.

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O novo padrão é a atualização de uma regra, anunciada em abril, que dizia que apenas os criadores com mais de 10.000 visualizações em seus vídeos seriam capazes de captar receita publicitária. O YouTube assumiu que um padrão baseado apenas nas visualizações não foi capaz de filtrar o conteúdo impróprio e que a combinação das horas de exibição com o número de assinantes tornaria mais difícil burlar o sistema.

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Agora, o desafio da plataforma de vídeos que pretende substituir cada vez mais a televisão tradicional e tomar espaço dos streamings é, além de evitar que anúncios apareçam em vídeo inapropriados, não perder o fluxo de receita de canais menores. Afinal, é justamente o conteúdo de nicho que torna o YouTube um serviço diferente em relação aos concorrentes.

O novo sistema de monitoramento se estenderá globalmente até o final de março.

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