Viegas teme concorrência predatória com tarifa promocional

O ministro da Defesa, José Viegas Filho, disse hoje que a decisão do Departamento de Aviação Civil (DAC) de proibir as campanhas promocionais das companhias aéreas brasileiras teve como base impedir a concorrência predatória no setor. Viegas recordou que a medida tem caráter preventivo e que, ao final do julgamento das iniciativas de cada empresa pelo DAC, a decisão será mantida ou não.Os argumentos de Viegas respaldaram a iniciativa do departamento, que foi criticada pelo ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia. ?Há um ano e meio, o setor de aviação civil passou por uma situação péssima, devido ao excesso de oferta e à concorrência predatória?, disse Viegas. ?Faz parte da prerrogativa do Ministério da Defesa e do DAC não deixar que volte a haver a concorrência predatória.? Para, Mares Guia afirmou que não cabe ao DAC o papel de interferir nas tarifas aéreas.O departamento havia proibido a Gol de conceder redução dos preços das passagens aéreas para 27 cidades brasileiras a R$ 50 e também as campanhas promocionais da TAM, da Varig e da Vasp. Para Viegas, as companhias aéreas têm liberdade para fixar os preços das passagens, desde que respeitem valores mínimos ? para impedir preços abaixo dos custos ? e máximos ? para evitar o abuso de poder econômico.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.